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Entenda o surto da bactéria E.coli que acontece na Europa há várias semanas

28/06/2011

A mídia vem destacando nas últimas semanas as notícias vindas da Europa sobre o surto da bactéria Escherichia coli. O micro-organismo já infectou milhares de pessoas e causou trinta mortes até agora. Este surto é causado por uma variante muito agressiva dessa bactéria.

A Escherichia coli, mais conhecida pela abreviatura E. coli, faz parte da microbiota intestinal de animais e dos seres humanos, ou seja, em geral vive em nosso intestino, sem causar doença. Foi descoberta em 1885 pelo alemão-austríaco Theodor Escherich.

Em alguns casos, a bactéria pode causar doenças. A E. coli é, por exemplo, o agente etiológico da infecção bacteriana mais comum em humanos: a infecção urinária. Um grande grupo de E. coli, designadas diarreiogênicas, causa diarréia e outros quadros clínicos, sendo subdivididas em patotipos - como, por exemplo, as E. coli enterotoxigênicas (ETEC), que são a causa mais freqüente da chamada diarréia do viajante. Outro tipo importante é denominado STEC, ou E. coli produtora de toxina do tipo Shiga. Este tipo de toxina tem efeito importante sobre alguns órgãos, principalmente os rins, pulmões e cérebro. É esse tipo de E. coli que está envolvido no atual surto.

Dados oficiais do European Centre for Disease Control and Prevention sobre o surto atual na Europa indicam quase três mil casos e trinta óbitos. Esse surto traz alguns aspectos novos, como por exemplo, a predominância da ocorrência em mulheres adultas (cerca de 87% dos casos) e a ocorrência de uma variedade (sorotipo) não habitual (O104:H4). A fonte de contaminação, provavelmente sementes germinadas, e o significado destas diferentes características epidemiológicas, ainda precisam ser esclarecidos.

A conduta terapêutica não deve incluir, a princípio, a terapia antimicrobiana, pois a lise bacteriana pode até aumentar a liberação de toxinas. Alguns antibióticos podem ser recomendados em casos selecionados.

Veja algumas dicas práticas para evitar o contágio:

• Evite o consumo de alimentos crus e mal cozidos.
• Evite as saladas. Se não for possível, tenha certeza de que estão bem lavadas e higienizadas.
• Lave bem verduras e legumes e prefira consumi-los bem cozidos.
• Lave bem as mãos regularmente, especialmente após ir ao banheiro ou ao entrar em contato com outras pessoas e animais. O álcool em gel pode ser uma alternativa, sempre que não for possível lavar as mãos.

Este material foi elaborado pelo Fleury, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

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