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ANIVERSÁRIO DO LABORATÓRIO! -
02/03/2010
CARNAVAL! -
08/02/2010
Nova técnica facilita a coleta de sangue em bebês e crianças -
09/12/2009
FÉRIAS COLETIVAS! -
27/11/2009
Você já olhou suas pintinhas hoje? -
23/11/2009
Menos sódio, mais saúde -
23/11/2009
Relação de peso -
06/10/2009
Dieta pode aumentar aterosclerose -
21/09/2009
Banho de bactérias -
21/09/2009
Consciência amarga -
21/09/2009
Reduzir estômago aumenta risco de fratura e de cálculo -
07/07/2009
Brasil tem crescimento de 65% de casos de gripe suína: 84 em dois dias -
23/06/2009
Reforma -
23/06/2009
GRIPE SUÍNA -
11/05/2009
Hora do Planeta - Sábado, 28 de março, às 20h30 -
26/03/2009
Reforma -
12/03/2009
CARNAVAL! -
19/02/2009
Sepse -
05/02/2009
Os cuidados com a memória na maturidade -
05/02/2009
Pequenas atitudes, boas mudanças -
05/02/2009
FÉRIAS COLETIVAS! -
22/12/2008
Comportamento e DNA -
09/11/2008
Química da insônia -
09/11/2008
Câncer envenenado -
07/10/2008
Nobel para descobridores do HIV -
07/10/2008
Os antidepressivos e a gravidez -
30/09/2008
Mais uma razão para dormir bem e bastante: regular o metabolismo da glicose -
30/09/2008
Resistência à insulina -
12/08/2008
Plante árvores através do seu computador -
11/08/2008
Dia Nacional de Controle do Colesterol incentiva hábitos saudáveis -
08/08/2008
CARNAVAL! -
30/01/2008
**FÉRIAS COLETIVAS** -
05/12/2007
Imunologia da Reprodução -
23/08/2007
Descontrole glicêmico -
16/05/2007
Aniversário do Laboratório -
01/03/2007
Vinho em capsulas -
02/02/2007
Férias Coletivas -
04/12/2006
SEXAGEM FETAL -
26/09/2006
Doações gerenciadas pela internet -
10/07/2006
Laranja para o coração -
15/05/2006
Genética do ritmo cardíaco -
02/05/2006
Os truques do HIV -
16/03/2006
CARNAVAL! -
22/02/2006
FÉRIAS COLETIVAS! -
18/11/2005
Sedentarismo em idosos -
20/10/2005
Cigarro e diabetes -
30/09/2005
Em defesa do PSA -
14/09/2005
Estudos em vermelho -
18/08/2005
Perdas e ganhos -
03/08/2005
A química da acupuntura -
12/07/2005
Ribossomos diferentes -
05/07/2005
Eficiência comprovada -
29/06/2005
Transmissão vertical controlada -
16/06/2005
Brasil já registrou surtos de transmissão oral do mal de Chagas -
16/06/2005
Nem sempre teste de PSA é o suficiente -
16/06/2005
Farinha de manga para controle do diabetes -
21/10/2004
Velocidade do PSA e mortalidade -
02/08/2004
Prevalência do Câncer de Próstata em homens com PSA < 4,0 ng/nl -
02/08/2004
Glicemia de jejum tem novo valor de normalidade -
22/06/2004
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ANIVERSÁRIO DO LABORATÓRIO! -
02/03/2010 |
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Dia 1º de março o Laboratório Dirceu Dalpino comemorou seu 28º aniversário.
Tornou-se referência em medicina diagnóstica em Bauru e região por sempre agir de acordo com preceitos éticos, confiabilidade em seus serviços e atendimento humano personalizado. Seu foco de atuação é voltado totalmente ao atendimento das necessidades dos médicos e clientes, onde eles têm a oportunidade de realizar sua coleta dentro de padrões adequados, com profissionais altamente qualificados e supervisionados por especialistas em Medicina Laboratorial. Neste panorama, ressaltam-se ainda as confortáveis instalações físicas recentemente ampliadas e a constante preocupação de toda a equipe em assegurar para o cliente a certeza de que seu material biológico será processado dentro dos mais rígidos e competentes padrões de qualidade e confidencialidade. Há 28 anos o Laboratório Dirceu Dalpino investe constantemente na informatização, inovação e capacitação técnica e humana para poder continuar prestando aos seus clientes soluções completas em medicina diagnóstica. Agradecemos a preferência e confiança em nossos serviços.
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CARNAVAL! -
08/02/2010 |
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| Informamos aos nossos clientes que estaremos fechados de 15 a 17/02/2010 em virtude do feriado. Reabriremos dia 18/02/2010. Agradecemos a compreensão e desejamos um bom carnaval a todos! |
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Nova técnica facilita a coleta de sangue em bebês e crianças -
09/12/2009 |
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O Laboratório Dirceu Dalpino adquiriu uma nova ferramenta que facilita os exames de sangue em crianças. Chamada de Venosbaby, o equipamento direciona uma forte luz na área que será feito o exame, permitindo assim uma visualização mais ampla e profunda de todas as veias do corpo humano, o que favorece a coleta de sangue em recém nascidos, bebês e crianças. Desenvolvido no país pela Duan Internacional do Brasil, essa tecnologia facilita o acesso às veias mais finas e menores.
Este aparelho também pode ser utilizado em idosos, pessoas em tratamento com quimioterapia ou qualquer paciente que tenha o acesso às veias dificultado. A unica recomendação é que o ambiente tenha menor incidência de luz para facilitar seu uso.
Qualquer cliente pode solicitar o exame com o novo equipamento, sem nenhum custo adicional. |
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FÉRIAS COLETIVAS! -
27/11/2009 |
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O Laboratório Dirceu Dalpino, prezando a importância de nossos clientes e fornecedores, vem atenciosamente informar que estaremos à disposição até 22/12/2009 para a realização de exames e dia 23/12/2009 (das 9-17h) somente para entrega de resultados, pois a partir desta data estaremos paralisando nossas prestações de serviços devido às férias coletivas dadas aos nossos funcionários.
Aproveitamos também para ressaltar que a partir de 04 de Janeiro de 2010, estaremos retornando com total disposição para melhor atendê-los no ano em que se inicia. Também lembramos que temos um estacionamento próprio ao lado do laboratório para sua maior comodidade.
Certos de vossa compreensão desejamos um Feliz Natal e que 2010 seja um ano de muita paz, saúde e sucesso para todos. Agradecemos a confiança!
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Você já olhou suas pintinhas hoje? -
23/11/2009 |
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Ao contrário do que as pessoas imaginam, o câncer de pele não é um problema que aparece de um verão para o outro. “Ele é consequência de uma exposição cumulativa ao sol, ao longo da vida, que vai finalmente gerar essas lesões que podem se transformar em um câncer. É uma ‘semente’ que você planta, geralmente, desde a infância”, afirma Luiz Guilherme Martins Castro, assessor médico do serviço de Dermatologia do Fleury.
É por esse motivo que os idosos precisam ter cuidados especiais com a pele. “Conforme envelhecemos, a nossa pele vai ficando menos resistente à exposição solar. Se o idoso já tiver tomado muito sol durante a vida, terá acumulado efeito tóxico significativo e, dessa forma, terá mais probabilidade de desenvolver o câncer de pele”, afirma o dermatologista.
O uso de protetor solar, chapéus e roupas que protejam do sol estão entre os itens básicos para o cuidado com a pele. Mais que isso, é necessário ficar atento aos possíveis sinais de um câncer de pele. Com frequência, os idosos, principalmente os de pele muito muito clara, desenvolvem pintas pelo corpo. Apesar de comuns, essas marcas não podem ser menosprezadas, pois, em geral, os cânceres de pele se manifestam por meio de manchas ou pintas. Por isso, é importante observar com cuidado a pele, à procura de sinais suspeitos, além de visitar periodicamente o dermatologista, para que ele possa avaliar o crescimento ou o surgimento dessas pintas.
Carcinoma e melanoma
O câncer de pele pode ser dividido em dois grandes grupos. Os carcinomas são os mais comuns, representando de 90% a 95% dos casos. “Eles são menos agressivos e, na maioria das vezes, facilmente tratáveis com pequenas cirurgias e cauterizações. Como têm relação direta com a exposição cumulativa ao sol ao longo da vida e com a pele clara, também são mais fáceis de serem prevenidos – ou seja, quem cuida da pele desde cedo tem menos chances de desenvolvê-los”, afirma o dermatologista. Os carcinomas manifestam-se com feridas ou crostas na pele (tornando-a mais áspera) que não cicatrizam por várias semanas ou meses.
O melanoma, por sua vez, é um dos cânceres mais agressivos que existem. O diagnóstico precoce é essencial, porque suas lesões (geralmente na forma de pintas e manchas pretas) apresentam alto potencial de disseminação das células malignas – ou metástases – e são resistentes à radioterapia e à quimioterapia. “Quando nós falamos dos melanomas, a situação é um pouco mais complicada porque ainda não se sabe exatamente qual é sua relação com a exposição solar. Muitas vezes, o melanoma é encontrado em áreas não expostas ao sol e em pessoas morenas, o que nos leva a crer que essa relação é indireta”, afirma Luiz Guilherme.
Segundo o dermatologista, algumas pessoas têm um risco maior de desenvolver melanoma. “São pessoas ruivas; as que sofreram queimaduras solares intensas, com formação de bolhas, durante a infância; pessoas que tenham algum parente muito próximo que tenha tido melanoma e pessoas que tenham uma quantidade grande de pintas.” Esses indivíduos fazem parte do chamado grupo de risco para o melanoma e devem se submeter periodicamente a um exame dermatológico preventivo – principalmente os idosos que têm essas características.
“Um dos exames muito importantes nessa prevenção é o mapeamento corporal de nevos”, explica Luiz Guilherme. “Imagine uma pessoa que tenha dezenas de pintas: é praticamente impossível ficar analisando uma por uma para saber se ela se modificou. No mapeamento de nevos, é feita uma documentação fotográfica de alta resolução de todo o corpo da pessoa, com lentes especiais que permitem verificar algumas características internas das pintas. Verificando essas características, há mais chance de dizer se é uma pinta benigna ou com potencial de malignidade.” A grande vantagem é evitar retiradas desnecessárias, processo que sempre causa algum incômodo, além de deixar cicatrizes.
Autoexame da pele
O que é?
É um método simples para detectar precocemente o câncer de pele, incluindo o melanoma. Se diagnosticado e tratado enquanto o tumor ainda não invadiu profundamente a pele, há maior chance de cura.
Quando fazer?
Ao fazer o autoexame regularmente, você se familiarizará com a superfície normal da sua pele. É útil anotar as datas e a aparência da pele em cada exame.
O que procurar?
• Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram
• Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor
• Feridas que não cicatrizam em 4 semanas
Deve-se ter em mente o chamado ABCD da transformação de uma pinta em melanoma, conforme descrição abaixo:
• Assimetria - uma metade diferente da outra
• Bordas irregulares - contorno mal definido
• Cor variável - vários tons da mesma cor ou várias cores numa mesma lesão: preta, cinza, castanho claro, castanho escuro, branca, avermelhada ou azul
• Diâmetro - maior que 6 mm
Como fazer?
1) Em frente a um espelho, com os braços levantados, examine seu corpo de frente, de costas e os lados direito e esquerdo;
2) Dobre os cotovelos e observe cuidadosamente as mãos, antebraços, braços e axilas;
3) Examine as partes da frente, detrás e dos lados das pernas além da região genital;
4) Sentado, examine atentamente a planta e o peito dos pés, assim como a região entre os dedos;
5) Com o auxílio de um espelho de mão e de uma escova ou secador, examine o couro cabeludo, pescoço e orelhas;
6) Finalmente, ainda com auxílio do espelho de mão, examine as costas e as nádegas.
Fontes: Luiz Guilherme Martins Castro, assessor médico do serviço de Dermatologia do Fleury, e Instituto Nacional do Câncer (Inca)
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Menos sódio, mais saúde -
23/11/2009 |
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Definida como uma elevação dos níveis da pressão arterial, mantida ao longo do tempo, a hipertensão atinge cerca de 30% da população adulta brasileira, sendo influenciada tanto por fatores genéticos (história familiar), como pessoais (idade) e ambientais (hábitos alimentares e estilo de vida).
As modificações alimentares têm sido apontadas como fundamentais no tratamento dessa doença e possuem, como foco, a redução de peso, a diminuição do consumo de sódio (sal), açúcares e gorduras e a adequação da ingestão de fibras, vitaminas e minerais.
Diversos estudos demonstram que medidas dietéticas associadas à perda de peso exercem influência bastante positiva na redução da pressão arterial. O objetivo da dieta, portanto, deve estar centrado no menor consumo de sódio, visto que o excesso desse mineral na alimentação pode contribuir com a hipertensão, e na adoção de hábitos de vida mais saudáveis.
Para adultos, a necessidade de sódio por dia é cerca de 2,4 g, obtidas em 6 g de sal, o equivalente a uma colher de chá. Acontece que apenas 10% do sódio consumido advém do sal adicionado à comida. Outros 15% provêm da composição natural dos alimentos e a maior parte, 75%, de produtos industrializados. Assim, é importante conhecer os alimentos que possuem maiores teores desse elemento em sua composição. Confira abaixo alguns deles:
Alimento (Medida caseira) Sódio
Sal Colher de sobremesa (10 g) 4.000 mg
Caldo de carne Tablete (12 g) 2.661 mg
Macarrão instantâneo 1 pacote (100 g) 1.900 mg
Fermento químico em pó Colher de sopa (12 g) 1.206 mg
Sopa de pacote 1 envelope (17 g) 1.098 mg
Molho de soja (shoyu) Colher de sopa (15 g) 753 mg
Croissant 1 unidade (100 g) 744 mg
Cheeseburguer 1 unidade (140 g) 530 mg
Pão de queijo 1 unidade média (60 g) 463 mg
Bolacha água e sal 6 unidades (40 g) 341 mg
Cereal matinal açucarado Xícara de chá (50 g) 327 mg
Pão francês 1 unidade (50 g) 324 mg
Azeitona verde 3 unidades (15 g) 303 mg
Queijo parmesão ralado Colher de sopa (15 g) 276 mg
Coxinha de frango 1 unidade média (50 g) 266 mg
Batata frita Porção (40 g) 242 mg
Maionese Colher de sopa (15 g) 118 mg
Molho/extrato de tomate Colher de sopa (20 g) 100 mg
Manteiga com sal Colher de sobremesa (15 g) 87 mg
Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (Unicamp)
Fonte: Carla Yamashita, nutricionista do serviço de Gestão de Saúde do Fleury
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Relação de peso -
06/10/2009 |
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Agência FAPESP – Pelo menos 124 mil novos casos de câncer em 2008 na Europa podem ter sido causados pelo excesso de peso, segundo estimativas feitas por uma nova pesquisa. A proporção de casos de novos cânceres atribuíveis a um índice de massa corporal (IMC) de 25 kg/m2 ou mais foi mais alto entre mulheres e em habitantes de países na região central do continente, como República Checa, Letônia, Eslovênia e Bulgária.
“À medida que mais pessoas deixam de fumar e menos mulheres façam a terapia de substituição hormonal, é possível que a obesidade possa se tornar a principal causa de câncer em mulheres na próxima década”, disse o autor principal do estudo, Andrew Renehan, da Universidade de Manchester.
Resultados do trabalho foram apresentados no maior encontro sobre câncer na Europa, que reuniu o 15º Congresso da Organização Europeia do Câncer e o 34º Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica, realizado no fim de setembro em Berlim, na Alemanha.
Renehan e os colegas do Reino Unido, Holanda e Suíça criaram um modelo para estimar a proporção de cânceres que podem ser atribuídos ao peso corporal excessivo em 30 países europeus.
Usando dados de um número de fontes, entre as quais a Organização Mundial da Saúde e a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, os pesquisadores estimaram que em 2002 (o ano mais recente para o qual há estatísticas confiáveis da incidência de câncer na Europa) houve mais de 70 mil novos casos do câncer atribuíveis ao IMC excessivo de um total de quase 2,2 milhões de novos diagnósticos da doença nos países analisados.
A porcentagem de cânceres relacionados com a obesidade variou largamente entre os países, de 2,1% das mulheres e 2,4% dos homens na Dinamarca a 8,2% e 3,5%, respectivamente, na República Checa. Na Alemanha, os números foram 4,8% (das mulheres) e 3,3% (dos homens), enquanto que no Reino Unido ficaram em 4% e 3,4 %.
Em seguida, os pesquisadores projetaram os números até 2008, considerando o que era conhecido sobre mudanças na distribuição de IMC, o declínio dramático no uso da terapia de substituição hormonal pelas mulheres desde 2002 (após estudos terem indicado sua relação com o aumento no risco de câncer de mama) e o aumento no uso do teste de PSA para câncer de próstata em homens.
O estudo indicou que os números de cânceres que podem ser atribuídos ao peso excessivo aumentaram ano a ano até chegar aos 124.050 em 2008. Dos novos casos de doença, 8,6% em mulheres e 3,2% em homens podem ser atribuídos à obesidade ou sobrepeso.
O maior número de novos casos de doença relacionados ao excesso de peso ficou com o câncer endometrial (33.421), câncer de mama pós-menopausa (27.770) e câncer colorretal (23.730). Os três tipos responderam por 65% de todos os cânceres atribuíveis ao IMC excessivo.
“É importante destacar que não estamos tentando ser sensacionalistas. Essas estimativas são muito conservadoras e é bastante provável que os números sejam, de fato, muito mais altos”, disse Renehan.
Os resultados do trabalho serão publicados em breve pela revista International Journal of Cancer, no artigo Incident cancer burden attributable to excess body mass index in 30 European countries
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Dieta pode aumentar aterosclerose -
21/09/2009 |
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Agência FAPESP – Adeptos das dietas de ingestão de pouco carboidrato e muita proteína têm conseguido resultados que consideram satisfatórios, apesar de a ciência ainda pouco saber sobre os efeitos a longo prazo de tais métodos, especialmente com relação à saúde vascular.
Um novo estudo, feito nos Estados Unidos, acaba de aumentar o conhecimento sobre o assunto, com má notícia para os defensores dessas alternativas para emagrecimento.
A pesquisa apontou que camundongos submetidos a dieta de pouco carboidrado e bastante proteína apresentaram, após 12 semanas, um elevado aumento da aterosclerose, processo inflamatório caracterizado pela formação de placas de gordura na parede das artérias, uma das principais causas de infarto e de derrames.
O estudo identificou que a dieta levou a uma redução na capacidade de formar novos vasos sanguíneos em tecidos com fluxo sanguíneo prejudicado, como costuma ocorrer durante um infarto.
O trabalho, que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), também destaca que indicadores costumeiros de risco cardiovascular, entre os quais o colesterol, não se alteraram nos animais submetidos à dieta, apesar da clara evidência de aumento de problemas vasculares.
“É muito difícil saber, por meio de estudos clínicos, como as dietas afetam a saúde vascular. Por conta disso, a tendência é tomar como base a eficiência de métodos com marcadores facilmente observáveis, como o colesterol. Mas nossa pesquisa indica que, pelo menos em animais, essas dietas podem ter efeitos cardiovasculares adversos que não se refletem em marcadores simples”, disse Anthony Rosenzweig, diretor de pesquisa cardiovascular no Beth Israel Deaconess Medical Center e professor da Escola Médica Harvard, um dos coordenadores do estudo.
Os autores do estudo verificaram que um aumento na formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos e o prejuízo na capacidade de formar novos vasos estavam associados com uma redução na quantidade de células que dão origem aos vasos. Essas células, sugerem, podem ter um papel de proteção na saúde vascular.
A dieta submetida aos camundongos foi constituída por 12% de carboidratos, quase 43% de gordura, 45% de proteína e 0,15% de colesterol. Um segundo grupo de camundongos passou por uma dieta típica do animal e um terceiro por uma dieta ocidental comum.
Os cientistas observaram que os camundongos do primeiro grupo ganharam, após 12 semanas, 28% menos peso do que os alimentados com o equivalente a uma dieta ocidental comum, percentual consistente com valores geralmente verificados em humanos.
Análises mais aprofundadas, entretanto, revelaram que os vasos sanguíneos dos animais do grupo da dieta de alta proteína e baixo carboidrato apresentaram um grau de aterosclerose significativamente mais elevado. O acúmulo de placas de gordura foi de 15,3%, contra 8,8% da dieta ocidental regular. O grupo da dieta de camundongos apresentou evidência mínima de aterosclerose.
Em busca de explicação para a maior formação de placas, os pesquisadores chegaram às células endoteliais progenitoras (EPC, na sigla em inglês), que formam vasos sanguíneos.
“Exames nas medulas ósseas e no sangue periférico dos animais mostraram que as medidas de EPCs caíram cerca de 40% entre aqueles submetidos à dieta de baixo carboidrato. E isso após apenas duas semanas. Embora a natureza e o papel específico dessas células ainda estejam sendo investigados – e precaução é fundamental na hora de extrapolar efeitos de camundongos para situações clínicas –, os resultados me convenceram a cortar a dieta”, disse Rosenzweig. O pesquisador era adepto da dieta de alta proteína e baixo carboidrato.
O artigo Vascular effects of a low-carbohydrate high-protein diet, de Anthony Rosenzweig e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org.
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Banho de bactérias -
21/09/2009 |
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Agência FAPESP – Os chuveiros domésticos oferecem um ambiente propício para a proliferação de micróbios potencialmente patogênicos, que podem ser inalados na forma de partículas suspensas, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Colorado (UC) em Boulder, nos Estados Unidos.
A pesquisa, que será publicada esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), concluiu que cerca de 30% dos chuveiros analisados abrigava níveis consideráveis de Mycobacterium avium, ligada a doenças pulmonares. O patógeno contamina com mais frequência pessoas com sistemas imunológicos comprometidos e, eventualmente, pode infectar também pessoas saudáveis.
De acordo com o autor principal do estudo, Norman Pace, professor do Departamento de Biologia Molecular, Celular e de Desenvolvimento da UC, os cientistas analisaram cerca de 50 chuveiros de nove cidades em sete estados norte-americanos.
Não é surpreendente encontrar patógenos em águas da rede pública, de acordo com Pace, mas os pesquisadores descobriram que algumas das bactérias se aglutinam, formando um “biofilme” viscoso que adere ao interior dos chuveiros, em uma concentração mais de 100 vezes maior que a encontrada na água encanada.
“Quando a pessoa liga o chuveiro e recebe um jato de água, provavelmente está levando também uma carga particularmente elevada de Mycobacterium avium, que pode não ser muito saudável”, disse Pace. O estudo é parte de um esforço maior de sua equipe, cujo objetivo é avaliar a microbiologia dos ambientes internos, com apoio da Fundação Alfred P. Sloan.
Outra pesquisa realizada pelo Hospital Nacional Judaico, em Denver, indicou que houve um crescimento nos Estados Unidos, nas últimas décadas, de infecções pulmonares relacionadas a espécies de bactérias não ligadas à tuberculose, como a Mycobacterium avium. Segundo os autores, esse crescimento pode estar ligado ao fato de a população do país ter passado a utilizar mais o chuveiro e menos a banheira.
“A água que jorra do chuveiro pode distribuir gotículas recheadas de patógenos que ficam suspensos no ar e podem ser facilmente inalados, penetrando nas partes mais profundas dos pulmões”, afirmou Pace.
Os sintomas da doença pulmonar causada pelo M. avium, segundo o estudo, podem incluir cansaço, tosse seca persistente, falta de ar, fraqueza e sensação geral de mal-estar. “Pessoas com o sistema imunológico comprometido, como mulheres grávidas, idosos e aqueles que estão lutando contra outras doenças, são mais propensas a tais sintomas”, disse.
De olho na água
Embora os cientistas tenham tentado testar a presença de patógenos nos chuveiros por meio de cultura de células, essa técnica é incapaz, segundo Pace, de detectar 99,9% das espécies de bactérias presentes em um determinado ambiente.
Uma técnica de genética molecular desenvolvida pelo grupo do pesquisador na década de 1990 permitiu a retirada de amostras diretamente dos chuveiros, isolando o DNA e amplificando-o com utilização da reação em cadeia da polimerase, a fim de determinar as sequências de genes presentes, possibilitando a identificação de tipos de patógenos específicos.
“Houve alguns precedentes que indicavam que os chuveiros podiam gerar alguma preocupação, mas até esse estudo, não sabíamos o quanto o problema podia ser relevante”, disse Pace.
Durante as primeiras fases da pesquisa, a equipe testou chuveiros em pequenas cidades, muitas das quais estava usando água de poço e não encanada. “Inicialmente, achamos que os níveis de patógenos detectados nos chuveiros se deviam a isso. Mas, quando começamos a trabalhar os dados de Nova York, vimos uma grande quantidade de M. avium e o estudo foi revigorado”, disse.
Além da técnica de coleta de amostras do chuveiro, a equipe utilizou outro processo: várias duchas foram partidas em pedaços pequenos, que foram revestidos de ouro. Um corante fluorescente foi usado para marcar as superfícies e, com um microscópio eletrônico de varredura, os pesquisadores puderam observar as superfícies em detalhe.
Apesar dos resultados, Pace ressalta que provavelmente não é perigoso utilizar chuveiros para tomar banho, contanto que o sistema imune da pessoa não esteja comprometido de alguma maneira. Segundo ele, como os chuveiros de plástico apresentam uma carga maior de patógenos, os chuveiros de metal podem ser uma boa alternativa.
“Há lições a serem aprendidas aqui em termos de como controlar a água e lidar com ela. O monitoramento da água é muitas vezes arcaico. Já existem ferramentas para fazê-lo com mais precisão, de forma mais barata que a utilizada hoje em dia”, disse.
O artigo Opportunistic pathogens enriched in showerhead biofilms, de Norman Pace e outros, pode ser lido por assinantes da Pnas em www.pnas.org .
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Consciência amarga -
21/09/2009 |
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Agência FAPESP – Um estudo feito na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, com 120 pacientes com diabetes tipo 2 indica que, apesar de consumir produtos diet e light com frequência, mais da metade não sabe a diferença entre os dois tipos de produtos, não tem o hábito de ler o rótulo desses alimentos e também não controla a quantidade ingerida.
Entre os pacientes entrevistados (60 homens e 60 mulheres), todos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a média de idade era de 63 anos e 83,3% tinham sobrepeso ou obesidade.
Os dados foram obtidos por meio de um questionário envolvendo variáveis sociodemográficas, hábitos de vida, história da doença e consumo de produtos dietéticos e adoçantes. A amostra foi composta principalmente por indivíduos com baixa escolaridade
A nutricionista Paula Barbosa de Oliveira, autora do estudo feito como dissertação de mestrado defendida no Programa Saúde na Comunidade, da USP, com orientação do professor Laércio Joel Franco, alerta que o consumo excessivo desses produtos pode interferir no controle glicêmico e trazer prejuízos para a saúde dos pacientes.
Os alimentos diet são isentos de certos nutrientes encontrados no produto convencional, como açúcar, sódio ou gordura, e são elaborados para pessoas com exigências específicas, enquanto o light apresenta uma redução de, no mínimo, 25% do valor energético total ou de algum nutriente presente no produto convencional.
“O estudo conclui que informações sobre o uso adequado de adoçantes e produtos dietéticos é uma necessidade nas atividades assistenciais aos pacientes com diabetes, nos diversos níveis do SUS”, disse Paula à Agência FAPESP.
Como os indivíduos com diabetes precisam restringir a ingestão de açúcar, segundo ela o uso desses produtos pode suprir o desejo pelo sabor doce sem alterar a glicemia.
“O uso consciente e adequado desses produtos pode restringir o uso de açúcar, facilitar a adesão ao tratamento e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Verificamos, por exemplo, que apenas 41% dos pacientes têm o hábito de ler os rótulos dos produtos”, disse.
O trabalho indicou ainda que, embora não tenham sido observadas diferenças significativas entre homens e mulheres com relação à ingestão de produtos diet e light, os idosos consomem menos açúcares quando comparados com os adultos.
“Em resumo, apesar de usar menos açúcar, os idosos são os maiores consumidores de adoçantes entre todas as faixas etárias, enquanto as mulheres usam mais o adoçante fora de casa e se dizem mais preocupadas com a quantidade utilizada do que os homens”, disse Paula.
A nutricionista destaca que para obter um bom controle metabólico a educação alimentar é um dos pontos fundamentais no tratamento do diabetes, que atualmente apresenta impacto considerável como problema de saúde pública, pela morbidade, mortalidade e altos custos de seu tratamento.
Segundo ela, o uso de adoçantes e alimentos dietéticos é importante para as pessoas com diabetes, apesar de serem dispensáveis na alimentação. “Esse setor tem crescido muito nos últimos anos e, atualmente, 35% dos lares brasileiros consomem algum tipo de produto light ou diet, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos”, disse.
“As estimativas são de que o número de pessoas com diabetes do tipo 2 no mundo passará dos cerca de 135 milhões, em 1995, para 300 milhões em 2025”, apontou.
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Reduzir estômago aumenta risco de fratura e de cálculo -
07/07/2009 |
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Conclusão é de dois novos estudos feitos nas áreas de urologia e endocrinologia
Aparecimento das pedras nos rins acontece porque o metabolismo sofre alteração com a cirurgia e os níveis de oxalato ficam aumentados
FERNANDA BASSETTE
CLÁUDIA COLLUCCI
Pessoas que fazem cirurgia de redução de estômago possuem quase duas vezes mais risco de ter pedra nos rins e de sofrer fraturas relacionadas à deficiência de cálcio e de vitamina D no organismo, revelam novos estudos nas áreas de endocrinologia e de urologia.
Um dos trabalhos, com 9.278 pessoas, foi publicado no "Journal of Urology". Durante cinco anos, pesquisadores da Johns Hopkins University avaliaram 4.639 pacientes que fizeram a cirurgia e compararam com número idêntico de obesos que não se submeteram à redução de estômago.
Eles observaram que 7,65% daqueles que fizeram a cirurgia foram diagnosticados com pedra nos rins, enquanto apenas 4,63% das pessoas do grupo controle tiveram o problema.
Segundo o urologista José Carlos de Almeida, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, o aparecimento de cálculos renais foi discutido no último congresso americano de urologia, pois a cirurgia bariátrica passou a apresentar problemas que antes não eram conhecidos pelos especialistas.
"Esse estudo trouxe à tona uma informação que não existia de forma clara. Percebíamos que havia um aumento no número de casos, mas não tínhamos como afirmar que existia essa relação", diz.
De acordo com Almeida, a formação das pedras acontece porque a cirurgia de redução do estômago altera o metabolismo e aumenta o nível de oxalato no organismo. O oxalato é um elemento importante na formação dos cálculos renais -cerca de 90% das pedras são formadas por ele.
Além disso, Almeida diz que as cirurgias bariátricas também diminuem a absorção de magnésio e de citrato -duas substâncias que ajudam no processo de diluição do oxalato. "Todas as pessoas têm cristais de cálcio na urina. Se elas não tiverem magnésio e citrato em quantidade suficiente, elas poderão formar cálculos", avalia.
Thomaz Szegö, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, diz que a possibilidade de formação de cálculos é um dos principais incentivos para que os pacientes se mantenham hidratados. "Durante a perda intensa de peso, o metabolismo se altera. Se o paciente consegue manter o fluxo renal adequado bebendo bastante água, é possível prevenir o aparecimento das pedras."
Fraturas
Os pacientes que se submetem a cirurgias bariátricas também têm quase duas vezes mais risco de sofrer fraturas, especialmente de pés e de mãos. Os resultados, ainda preliminares, vêm de um novo estudo apresentado no congresso da Sociedade Americana de Endocrinologia, no mês passado.
Os pesquisadores selecionaram 142 pessoas que fizeram cirurgia bariátrica de 1985 a 2004 nos EUA. Foram avaliados o tipo de cirurgia, estilo de vida e condições nutricionais. Depois, foram analisados as datas e locais da fratura e os mecanismos que a provocaram.
"Nós já sabíamos que há uma dramática e extensa perda óssea após a cirurgia bariátrica, mas não sabíamos o que isso significava em termos de fratura", afirmou Jackie Clowes, uma das autoras do estudo.
As pessoas foram acompanhadas durante seis anos. Nesse período, 36 sofreram 53 fraturas, a maioria delas nos braços e nos pés. Também foram relatadas fraturas no quadril, na espinha dorsal e no úmero. "O aumento da incidência de fraturas não é um fenômeno que ocorre logo após a cirurgia, mas sim anos depois."
O estudo não aponta, porém, quais os mecanismos envolvidos na maior incidência de fraturas. De acordo com Marise Lazaretti Castro, presidente da regional paulista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, a hipótese que poderia explicar as fraturas a longo prazo é o fato de haver, após a cirurgia bariátrica, deficiências graves de vitamina D e cálcio. "As pessoas começam a ter diarreias, têm menos absorção dos nutrientes", afirma a médica.
Castro diz que existem opções para contornar o problema. "O paciente tem que fazer a reposição desses nutrientes que são menos absorvidos. E não pode jamais abandonar o tratamento", alerta a médica.
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Brasil tem crescimento de 65% de casos de gripe suína: 84 em dois dias -
23/06/2009 |
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Apesar do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ter garantido em entrevista na manhã desse sábado que a gripe suína está "sob controle", a explosão de casos desses últimos dois dias é preocupante. Em 44 dias, do dia 7 de maio - quando foi o registrado o primeiro caso no país - até a última sexta-feira, foram 131 casos, enquanto nos últimos dois dias o Ministério da Saúde registrou mais 84 pessoas infectadas - até as 17 horas desse domingo. Um aumento de cerca de 65% de infectados. Em entrevista de sábado, Temporão disse que não há motivo para preocupação e nem para mudança de estratégia de combate à gripe suína:
- O vírus não circula de maneira continuada e todos os casos ou foram importados ou têm um vínculo epidemiológico estabelecido. Se compararmos a situação do Brasil com a de vários países, ela é de bastante tranquilidade - disse Temporão.
São Paulo (95 confirmados), Rio de Janeiro (30), Santa Catarina (29)e Minas Gerais (24) são os quatro estados com maior registro de casos de gripe suína, com o Distrito Federal (11) na quinta posição, entre contaminados. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, apenas 23 casos são autóctones, ou seja, de pessoas contaminadas dentro do país.
"A transmissão no Brasil é limitada, sem evidências de sustentabilidade de transmissão de pessoa para pessoa", diz a nota diária de confirmação do Ministério da Saúde, que também informou que descartou até o momento 560 casos suspeitos, embora ainda haja 221 pessoas em observação.
Segundo epidemiologistas, o crescimento de casos pode estar ligado à chegada do inverno e a menores temperaturas. No mundo todo, também nos últimos dois dias foram cerca de 5 mil casos a mais de gripe suína. Já são 50 mil casos confirmados em todo o mundo em 95 países, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). O país com maior número de contaminados pela gripe suína são os EUA, com 17.855 casos e 44 mortos, seguido pelo México, com 7.624 casos e 113 mortos. O Canadá tem 4.005 casos, com 12 mortos. A OMS contabiliza até o momento 230 mortes em todo o mundo por decorrência da gripe suína.
Na América do Sul, o Chile é o país que mais tem casos de gripe suína, com cerca de 1.694 casos. A Argentina tem cerca de 500 casos confirmados, com o Peru com 218 e o Uruguai com pouco mais de 30 casos de gripe suína.
Fonte: JB online - 22/06/09
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Reforma -
23/06/2009 |
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Para atender com mais eficiência e conforto nossos clientes o Laboratório Dirceu Dalpino passa por um processo de ampliação e modernização de suas instalações, iniciada com a aquisição de estacionamento próprio.
Durante qualquer reforma são inevitáveis os transtornos, mas esperamos receber de todos paciência e compreensão, afinal o objetivo é melhorar a qualidade no atendimento.
Os ambientes externo e interno do Laboratório passarão por uma verdadeira transformação, começando pela fachada que será totalmente reformulada. Ampliaremos a sala de espera e o café. Para a coleta de espermograma, faremos novos banheiros com maior isolamento e privacidade. Teremos uma nova sala de espera infantil, com coleta separada e banheiro adaptado às necessidades e ao tamanho dos nossos queridos pequenos clientes, além de uma nova sala de repouso para exames especiais.
Essa ampliação foi planejada para atender ao grande aumento na demanda de clientes e exames e está tudo sendo projetado para oferecer no menor tempo possível maior espaço e comodidade a todos.
Agradecemos a paciência e a colaboração.
Família Dalpino e colaboradores
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GRIPE SUÍNA -
11/05/2009 |
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O que é a gripe suína?
A gripe suína é uma doença infecciosa respiratória aguda, causada pelo vírus Influenza, do tipo A. Esse vírus possui variantes que acometem não somente os suínos, mas as aves (gripe aviária) e mesmo os seres humanos, causando o conhecido "quadro de gripe". Os vírus que acometem os animais podem também ser transmitidos ao homem, causando quadro clínico semelhante. Habitualmente estes quadros são sem gravidade. Da mesma forma, o vírus que infecta humanos pode infectar os animais.
O que está ocorrendo no México e em outros países?
No México, em decorrência de um surto de gripe em suínos, algumas pessoas foram infectadas com o Influenza suíno e desenvolveram quadros respiratórios infecciosos. O que chama a atenção é que a doença tem se apresentado, em poucos casos, com sinais e sintomas mais severos que o habitual, levando algumas dessas pessoas ao óbito. Os pacientes acometidos são em sua maioria pessoas jovens, faixa etária que não costuma adquirir esse tipo de infecção. Preocupa ainda o fato de que pessoas que não tiveram contato com suínos infectados contraíram a doença, sugerindo, assim, a capacidade de transmissão de pessoa para pessoa, o que também não é frequente no caso de gripe suína.
Por que a preocupação dos órgãos de saúde?
Como trata-se de uma doença respiratória, altamente contagiosa, e com suspeita de transmissão de pessoa a pessoa, a disseminação dessa nova variante do Influenza pode assumir proporções graves para a população, não somente do México, mas em todo o mundo.
Por que a gripe suína está acometendo as pessoas dessa forma?
Existem algumas variantes pertencentes aos subtipos do vírus Influenza que possuem alterações genéticas, capazes de atribuir características diferentes da infecção habitual. Estas alterações podem acarretar mudanças no padrão de transmissão do vírus, na forma clínica de apresentação da doença e até mesmo na resposta ao tratamento.
Quais os sinais e sintomas dessa gripe em humanos?
O quadro clínico pode variar desde a ausência de sintomas até a quadros mais severos. Normalmente os sintomas tem sido de uma gripe mais forte, que se apresenta de maneira repentina, com febre alta (superior a 39ºC), dor de cabeça intensa, dores musculares e de articulações, tosse, irritação nos olhos e fluxo nasal. Para evitar o contágio, é recomendado usar máscara, não cumprimentar com a mão, nem com beijo, e evitar as aglomerações de pessoas.
É seguro comer porco e produtos de carne suína?
Sim, o vírus da gripe suína não resiste à cocção em temperaturas superiores a 70ºC, como se recomenda para a preparação de carne de porco e outras carnes para alimentação humana. Nestas condições, não há registro de transmissão da gripe suína por ingestão de alimentos.
Quais medidas já foram tomadas?
A Organização Mundial de Saúde em cooperação com o Centro de Controle de Doenças dos EUA e diversos outros órgãos internacionais emitiram um alerta geral a todos os países informando a necessidade de medidas preventivas para o controle de disseminação da doença. No mundo atual, com grandes centros urbanos e maior número de migrações entre países e continentes, uma doença contagiosa de fácil transmissão (respiratória) pode se disseminar rapidamente, assumindo grandes proporções, o que é chamado de Pandemia.
No Brasil, iniciou-se um Plano de Contingência e Controle da Doença, coordenado pelo Ministério da Saúde, sobretudo nos Portos e Aeroportos nacionais, com o objetivo de realizar uma vigilância da doença através da detecção precoce de possíveis casos. Essas ações serão intensificadas nos vôos provenientes do México, mas como há casos relatados também em outros países, a vigilância é praticamente geral.
Todas as Secretarias Estaduais de Saúde do Brasil também foram acionadas para intensificar o processo de monitoramento e detecção de casos suspeitos de doenças respiratórias agudas, a partir da Rede de Vigilância de Influenza e de Laboratórios.
Quais as Recomendações aos viajantes que se destinam às áreas afetadas no México e nos EUA?
Evitar locais com aglomeração de pessoas;
Evitar o contato direto com pessoas doentes;
Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
Evitar tocar olhos, nariz ou boca;
Cobrir o nariz e a boca com um lenço quando tossir ou espirrar;
Lavar as mãos freqüentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir ou espirrar;
Em caso de sintomas, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e viagens;
Não usar medicamentos sem orientação médica.
Quais as Recomendações aos viajantes que procedem das áreas afetadas no México e nos EUA?
Viajantes procedentes, nos últimos 10 dias, do México ou das áreas afetadas dos Estados Unidos e que apresentem os sinais e sintomas da gripe suína devem:
Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima;
Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.
Existe uma vacina para a gripe suína?
A Organização Mundial de Saúde está trabalhando neste sentido, mas ainda não se dispõe de uma vacina específica para este surto, pois é necessário que esta vacina contenha informações das variantes suínas do vírus Influenza, responsáveis pelas infecções atuais. As vacinas de Influenza disponíveis para a gripe em idosos e crianças provavelmente não conferirá proteção contra a gripe suína, não sendo indicadas portanto como medida de proteção ou prevenção.
Como o paciente deve ser tratado?
As informações ainda são insuficientes para fazer recomendações sobre a utilização dos antivirais na prevenção e tratamento da infecção pelo vírus da influenza suína. Os médicos devem tomar decisões baseadas na clínica e avaliação epidemiológica e nos danos e benefícios da profilaxia / tratamento do paciente. Para o atual surto de infecção por gripe suína nos Estados Unidos e México, as autoridades locais estão recomendando a utilização do oseltamivir e zanamivir.
Mantenha-se informado:
Organização Mundial de Saúde (em inglês)
http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html
Centro de Controle de Doenças (em inglês)
http://www.cdc.gov/flu/swine/
Ministério da Saúde do Brasil
www.saude.gov.br
Ministério da Agricultura do Brasil
www.agricultura.gov.br
Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS)
www.saude.gov.br/svs
Plano de Preparação para o Enfrentamento da Pandemia de Influenza
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/visualizar_texto.cfm?idtxt=27999
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
www.anvisa.gov.br/viajante |
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Hora do Planeta - Sábado, 28 de março, às 20h30 -
26/03/2009 |
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Hora do Planeta 2009
Como participar CIDADÃOS!
Em sua vida... Como você pode apoiar a Hora do Planeta Às 20h30 do dia 28 de março de 2009, cidades em todo o planeta irão apagar as luzes durante uma hora, num ato simbólico, como uma eloquente mensagem de que é possível agir contra o aquecimento global e as mudanças climáticas. Existem diversas formas pelas quais você pode apoiar a Hora do Planeta em 2009, seja apagando as luzes da sua sala durante a noite, divulgando a mensagem da Hora do Planeta entre amigos, locais onde você compra e frequenta ou mesmo contribuindo financeiramente. As informações a seguir explicam os vários níveis de comprometimento que você pode assumir com a Hora do Planeta.
1) Inscreva-se no site da Hora do Planeta
Mostre seu apoio à Hora do Planeta, inscrevendo-se no site do movimento no Brasil, gratuitamente. Você receberá informações regulares sobre o andamento da ação.
2) Mobilize: Monte sua equipe
Uma boa equipe é um dos maiores fatores de sucesso para fazer acontecer a Hora do Planeta ao redor da Terra. Reúna um pequeno time de pessoas e organizações comprometidas para ajudar a planejar como será possível apagar as luzes por uma hora na sua área. Sua equipe Hora do Planeta pode incluir seus amigos, colegas de escola, familiares e vizinhos, o diretor da escola local, o prefeito da cidade e/ou líderes empresariais. Reúna uma equipe que queira dedicar tempo e esforço para fazer acontecer a Hora do Planeta e você estará pronto para começar.
3) Divulgue a Hora do Planeta
Para inspirar-se e inspirar aqueles com quem você fala sobre a Hora do Planeta, visite a página www.horadoplaneta.org.br e assista aos vídeos da Hora do Planeta.
Pense em como você poderia divulgar a ação e encorajar o maior número possível de pessoas, cidades e empresas a desligar as luzes por uma hora a partir de 20h30 do dia 28 de março. Pensando localmente, você estará agindo globalmente. Convoque seus amigos para a causa da Hora do Planeta. Envolver seus amigos e vizinhos é o caminho mais fácil para participar da Hora do Planeta e ajudar a fazer a diferença para o nosso planeta. Faça o download do kit de mobilização online e mande emails, banners, adicione as mensagens da Hora do Planeta na sua assinatura de email, SMS, Messenger, Skype, participe das comunidades no Orkut, Twitter, Flickr, You Tube e Facebook. Espalhe a idéia! 2
Participe da mobilização: Cidades - Os monumentos públicos têm uma importância histórica e cultural para as cidades. São referenciais importantes e, normalmente, muito bem iluminados e expostos em áreas de grande circulação. Mande uma mensagem ao prefeito ou apresente a idéia da Hora do Planeta na Assembléia Legislativa. Se você conseguir que sejam apadas as luzes dos prédios públicos e monumentos, já terá dado uma grande contribuição. Empresas - Fale com os lojistas e empresários e convide-os a participar da ação. Sugira que os restaurantes ofereçam jantares à luz de velas durante a Hora do Planeta. Mídia - Entre em contato com o jornal, televisão e emissoras de rádio locais e diga o que você está fazendo. Consiga alguma cobertura de mídia sobre o que a cidade quer para a Hora do Planeta ou envie a sua própria notícia.
4) Seja criativo!
Faça da Hora do Planeta um momento divertido de passar o tempo sem eletricidade. Seja criativo! Organize uma festa à luz de velas, promova música acústica ou um "olhar para as estrelas" num momento em que a iluminação esteja reduzida. Que tal jogos de tabuleiro como palavras cruzadas à luz de lanternas estrategicamente posicionadas? Aproveite o tempo para meditar ou alongar-se. Ou então prepare um romântico jantar à luz de velas.
Outra dica é preparar um diálogo sobre a importância de combater as mudanças climáticas. Não se esqueça que 2009 é crucial para o futuro do planeta, pois os países precisam assinar um acordo internacional com medidas para que se mantenha o aquecimento global abaixo dos 2º C. Será um ano de mobilização para reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa. No site www.wwf.org.br você encontra muitas informações sobre o tema. São muitas as formas de participar e de se divertir durante a Hora do Planeta, um ato simbólico em todo o mundo que vai mostrar o quanto estamos atentos e preocupados com a questão ambiental.
5) O que fazer todos os dias
Para diminuir a sua pegada ecológica, procure, sempre, economizar energia, combustível e água. Prefira produtos com pouca embalagem e que sejam produzidos na sua região. Incentive a reciclagem fazendo a coleta seletiva. Somente utilize madeira extraída legalmente, de preferência com certificação do FSC. Reduza o uso do automóvel e suas viagens de avião. Prefira os transportes coletivos e, sempre que possível, use a bicicleta ou faça uma caminhada. Veja aqui outras dicas. Faça sua parte e incentive seus amigos a fazer o mesmo. 3
6) Faça acontecer
Toda cidade ou comunidade é única e pode dar à Hora do Planeta um toque especial. Veja com o que sua cidade mais se identifica e incentive a população a usar estas características para criar sua própria Hora do Planeta. Fazê-la acontecer depende de você! Seja com um show de danças típicas, com uma sessão de jogos com os amigos, desde que se apaguem as luzes, será um sucesso! Você pode fazer sua Hora do Planeta, se trabalhar em equipe. Resumo da Hora do Planeta A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas. Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.
Promovida pela primeira vez no Brasil, a Hora do Planeta conta com a adesão da cidade do Rio de Janeiro, empresas e artistas. Confira a lista de adesões no nosso site e faça parte desse time. Contatos
Cadastre-se no www.horadoplaneta.org.br
Visite e baixe o kit de divulgação em: www.wwf.org.br/hp2009
Entre em contato com a equipe da Hora do Planeta: horadoplaneta@wwf.org.br Sobre o WWF-Brasil O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários. Sobre a Hora do Planeta A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF sobre mudanças climáticas. No sábado, dia 28 de março de 2009, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global. Na primeira edição, realizada em 2007 na Austrália, 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à ação. Em 2009, a Hora do Planeta pretende atingir 1 bilhão de pessoas em mil cidades.
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Reforma -
12/03/2009 |
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Para atender com mais eficiência e conforto nossos clientes o Laboratório Dirceu Dalpino passa por um processo de ampliação e modernização de suas instalações, iniciada com a aquisição de estacionamento próprio.
Durante qualquer reforma são inevitáveis os transtornos, mas esperamos receber de todos paciência e compreensão, afinal o objetivo é melhorar a qualidade no atendimento.
Os ambientes externo e interno do Laboratório passarão por uma verdadeira transformação, começando pela fachada que será totalmente reformulada. Ampliaremos a sala de espera e o café. Para a coleta de espermograma, faremos novos banheiros com maior isolamento e privacidade. Teremos uma nova sala de espera infantil, com coleta separada e banheiro adaptado às necessidades e ao tamanho dos nossos queridos pequenos clientes, além de uma nova sala de repouso para exames especiais.
Essa ampliação foi planejada para atender ao grande aumento na demanda de clientes e exames e está tudo sendo projetado para oferecer no menor tempo possível maior espaço e comodidade a todos.
Agradecemos a paciência e a colaboração.
Família Dalpino e colaboradores
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CARNAVAL! -
19/02/2009 |
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| Informamos aos nossos clientes que estaremos fechados de 23 a 24/02 em virtude do feriado. Voltaremos dia 25 de Fevereiro das 12:00 às 17:30 para entrega de resultados. Agradecemos a compreensão e desejamos um bom carnaval a todos! |
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Sepse -
05/02/2009 |
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A sepse, também conhecida como septicemia ou infecção generalizada, é um conjunto de manifestações inflamatórias graves, que ocorrem em todo o organismo em decorrência de um processo infeccioso comprovado. Na prática, a pessoa adquire uma infecção na comunidade ou no hospital e não responde bem ao tratamento com antibióticos, seja porque a terapêutica não foi feita ou seguida de modo adequado, seja porque os microrganismos se tornaram resistentes ao medicamento utilizado. Sem que tenham sido combatidas, portanto, as bactérias ganham a circulação de maneira contínua ou intermitente. Com isso, o organismo começa a apresentar uma reação inflamatória inespecífica e sistêmica, ou seja, vários órgãos são afetados. A existência dessa síndrome caracteriza a sepse, que pode evoluir rapidamente para uma forma mais grave, já com reflexos à função dos órgãos, e para o chamado choque séptico, com queda importante da pressão arterial e má oxigenação de células e tecidos. Nesse ponto, o funcionamento geral do corpo fica comprometido e não pode ser mantido sem a intervenção de aparelhos e medicamentos – e mesmo assim com alto risco de falência múltipla de órgãos. A sepse permanece como um desafio médico, uma vez que a taxa de mortalidade em geral é alta e depende de vários fatores, tais como idade, doenças subjacentes, presença de traumas físicos associados e, especialmente, da estrutura da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde o paciente está sendo tratado. Apesar desse curso rápido, há muito que fazer para conter a infecção, desde que o doente receba cuidados médicos intensivos a tempo.
A sepse é causada por infecções graves, tanto as adquiridas na comunidade, particularmente as que envolvem pulmões, vias urinárias, abdome, pele e coração, quanto as contraídas no ambiente hospitalar. Neste último caso, os processos infecciosos ocorrem por uma variedade de situações, entre as quais se destacam procedimentos cirúrgicos em regiões mais suscetíveis – como os intestinos –, uso prolongado de dispositivos que permanecem em contato com a pele e a corrente sangüínea de uma pessoa – a exemplo de cateteres e sondas –, eventuais falhas nos processos de limpeza e esterilização de artigos médico-hospitalares e até mesmo falta de adoção das práticas universais de limpeza e desinfecção por parte da equipe de saúde. Há, porém, um grupo mais suscetível a desenvolver a sepse, formado por bebês prematuros, crianças com menos de 1 ano de idade, pessoas com mais de 65 anos de idade, usuários crônicos de drogas e álcool, indivíduos desnutridos, vítimas de traumatismos, queimaduras, acidentes automobilísticos e ferimentos à bala, pacientes hospitalizados por períodos prolongados e indivíduos com o sistema imunológico deprimido por doenças e tratamentos, como transplantados e portadores de câncer, aids e doenças crônicas.
A evolução do quadro clínico da sepse depende do local onde iniciou a infecção, da presença de outras doenças concomitantes, da idade da pessoa, do grau da resposta inflamatória, do comprometimento causado aos órgãos e até do momento do diagnóstico. De qualquer modo, os principais sintomas incluem febre ou temperatura corporal muito baixa, calafrios, falta de apetite, dores musculares, batimentos cardíacos acelerados, respiração rápida, pressão arterial baixa, volume reduzido de urina, surgimento de feridas e sangramentos, irritabilidade e alterações do nível de consciência.
O diagnóstico da sepse quase sempre é clínico e laboratorial. Muitas vezes, o foco da infecção inicial pode ser identificado com base no exame físico e na história de saúde da pessoa – é o caso, por exemplo, do indivíduo que está recebendo tratamento para pneumonia e, de repente, começa a apresentar febre novamente. Quando não é possível localizar de imediato a origem do processo, geralmente se recorre a algum método de imagem para fazer essa pesquisa, como a ultra-sonografia e a tomografia. Qualquer que seja o caso, a investigação não prescinde da realização de alguns exames de sangue, entre eles o hemograma, que confirma o processo inflamatório ao revelar alterações no número dos glóbulos brancos, a dosagem de lactato, que pode indicar a má oxigenação de células e tecidos do corpo, e, finalmente, a hemocultura, que é capaz de isolar o microrganismo envolvido na sepse para direcionar a terapêutica. Contudo, nem sempre o agente infeccioso aparece na cultura, seja por causa do antibiótico administrado para a infecção original, seja por conta do modo de coleta, seja por não haver continuamente bactérias na circulação. Assim, outras culturas podem ser necessárias, como as da secreção expelida pelos pulmões, de urina, de eventuais feridas de pele e mesmo das partes do cateter endovenoso que mantenham contato com o doente.
O tratamento tem de ser feito em unidade de terapia intensiva e obrigatoriamente deve combinar o uso de antibióticos por via endovenosa com um amplo e agressivo suporte, baseado em medicamentos e aparelhos, para restabelecer as funções do organismo e manter os sinais vitais do indivíduo em níveis adequados – temperatura corporal, batimentos cardíacos, pressão arterial e respiração. Uma vez que a taxa de mortalidade na sepse é elevada, os médicos tomam as providências terapêuticas antes mesmo de conhecer o microrganismo responsável pela infecção, inicialmente com antimicrobianos de amplo espectro, ou seja, capazes de eliminar diversas bactérias. Oportunamente, quando os resultados das culturas ficam prontos, é possível introduzir um antimicrobiano mais específico para combater o agente encontrado, se necessário.
A prevenção da sepse exige esforços individuais e coletivos para evitar infecções, sejam elas quais forem. No ambiente hospitalar, as medidas preventivas passam particularmente pela observação rigorosa das práticas universais de limpeza e desinfecção por parte da equipe de saúde e pela garantia de segurança nos processos de esterilização de artigos médicos e instrumentais. Já na comunidade, a redução do risco de infecções evidentemente requer a manutenção de bons hábitos individuais de higiene e saúde – desde lavar as mãos antes das refeições até dormir bem –, mas também depende da manutenção de uma boa qualidade de vida da população, com moradias adequadas, rede de esgoto e saneamento e acesso aos serviços médicos, só para citar itens básicos. Assim sendo, trata-se de um problema de saúde pública. Individualmente, uma vez que algum processo infeccioso se instale, é fundamental seguir o tratamento pelo tempo recomendado pelo médico, já que a interrupção pode dar origem a bactérias difíceis de eliminar, e jamais usar antibióticos sem prescrição. Além disso, em casa, deve-se agir rapidamente quando doentes em tratamento não parecem melhorar após a introdução de uma terapêutica com antibióticos. Assim como a febre, em crianças, funciona como um sinal de alerta para voltar a procurar auxílio médico, nos indivíduos com mais de 65 anos, o alarme muitas vezes é dado por pressão baixa, volume reduzido de urina e confusão mental.
Autor: Núcleo Educacional Científico Lab. Fleury
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Os cuidados com a memória na maturidade -
05/02/2009 |
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Lombo, lombo, lombo, quem descobriu o Brasil?
Se você respondeu que foi Colombo em vez de Pedro Álvares Cabral, não se preocupe! Você usou uma resposta automática, destas que utilizamos diariamente ao procurar as chaves de casa que nunca saíram da tranca da porta, procurar os óculos que estão na cabeça como apoio para o cabelo ou ao tentar encontrar o carro no estacionamento do shopping, após ter saído dele falando ao celular.
Queixas como estas já fazem parte do cotidiano das pessoas na casa dos trinta anos, e em sua maioria representam as consequências do mundo moderno, repleto de estresse e, consequentemente, fonte de muita ansiedade.
Quando as queixas são frequentes e a pessoa tem idade superior aos sessenta anos, uma avaliação neuropsicológica apurada, principalmente de atenção e memória, deve ser realizada.
A memória não é uma função única. Há diferentes tipos de memória distribuídos em diversas regiões do cérebro. Quando pensamos no tempo da manutenção da informação, podemos classificar em memória incidental, curto prazo, longo prazo e prospectiva. A memória de curto prazo é a capacidade que temos para registrar e manter a informação para compreendê-la e utilizá-la logo, por exemplo, ao ouvir um número de telefone que é mantido por tempo suficiente até ser realizada a ligação. Se o número for armazenado por período de tempo maior, entrará na memória de longo prazo. Já a memória prospectiva é a aquela que nos permite lembrar de planejar uma ação que será realizada no futuro, como pagar uma conta, comparecer a um compromisso ou dar um recado.
Com relação ao tipo de informação recebida, a memória pode ser não-declarativa – é por isso que lembramos como se anda de bicicleta, mesmo tendo aprendido há tanto tempo – ou declarativa, como é o caso de recordar o nome do melhor jogador de futebol do Brasil ou o que a pessoa comeu no dia anterior.
Existe ainda a memória sensorial, que é relacionada às diversas impressões dos estímulos sensoriais que captamos. Esta modalidade de recepção da informação envolve os cinco sentidos. Por exemplo: lembrar das cores do vestido de uma amiga (memória visual), o que a amiga disse (memória auditiva), como é o aperto de mão do chefe (memória tátil), o perfume de uma flor (memória olfativa) e o gosto de uma torta (memória gustativa).
Entender qual dessas memórias não está funcionando adequadamente é fundamental para a prevenção de doenças ou para futuras intervenções terapêuticas.
Mantendo a mente em forma
Ao contrário da crença popular, o declínio mental que a maioria dos idosos experimenta não é decorrente da morte constante de células nervosas, mas pode representar apenas a redução do número e complexidade dos dendritos, que são os prolongamentos ramificados das células do cérebro – os neurônios – e que recebem e processam as informações que transitam entre elas, formando, assim, a base da memória. Neste caso, praticar exercícios físicos como a musculação, adotar uma alimentação adequada, ter um sono repousante e participar de exercícios cerebrais direcionados, encontrados em Centros de Estímulo à Memória, são fundamentais para a melhora do desempenho cerebral.
Gislaine Gil é neuropsicóloga do Check-up da Maturidade do Fleury
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Pequenas atitudes, boas mudanças -
05/02/2009 |
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Reduzir as emissões de carbono, um dos grandes vilões do meio ambiente, é viável e pede atitudes que, além de fazerem bem ao planeta, podem melhorar a sua qualidade de vida.
Quem mora em grandes cidades sabe que o trânsito se tornou um poderoso inimigo da qualidade de vida: além da perda de tempo e do estresse nos congestionamentos, existem também os malefícios causados ao meio ambiente pela emissão de CO2. Substituir o carro, que emite 4,5 toneladas de carbono por ano, pela bicicleta, usar mais o transporte público, andar a pé ou de carona são algumas atitudes que podem ajudar a controlar o processo de aquecimento pelo qual o planeta vem passando. “É importante lembrar que os veículos motorizados são um dos principais emissores de gás carbônico”, alerta o secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Xico Graziano.
A quantidade de CO2 que emitimos faz toda a diferença. O site Carbono Brasil fez a conta: em média, um brasileiro emite por ano 1,7 tonelada, ao passo que um americano, 21 toneladas. Claro que, se comparados com os cidadãos da maior potência global, nossas emissões parecem inofensivas. Apesar disso, é preciso rever comportamentos, e muitas iniciativas, individuais, coletivas e empresariais, mostram que é possível mudar. Há diversas maneiras de reduzir a pegada de carbono – expressão que sintetiza o conceito das emissões de CO2. A idéia é começar aos poucos, e ir aprimorando o comportamento sustentável.
Um bom exemplo de mudança de hábito é tirar os aparelhos em stand-by da tomada. De dia, usar a luz do sol ao máximo. Não ceder à tentação de trocar de celular, notebook, câmera digital e MP3 a cada lançamento. Reciclar lixo também é um ótimo começo. “O importante é a reflexão sobre como encontrar saídas inteligentes e sustentáveis para os problemas”, afirma Daniel Marques Périgo, gerente de Sustentabilidade do Fleury. Se usa carro, opte pelos modelos bicombustíveis (flex fuel).
No ambiente de trabalho, se possível, resolva os assuntos pelo telefone e pela internet, usando a comunicação via e-mail – essa atitude economiza saídas de carro. Prefira os pen-drives aos CDs.
Novas atitudes - pequenas mudanças podem melhorar, e muito, o planeta:
Dê preferência aos carros bicombustíveis (flex fuel);
Use mais o transporte coletivo;
Ande a pé, e aproveite para ver a cidade com novos olhos;
Tire aparelhos em stand-by das tomadas;
Procure fazer compras em mercados próximos, onde possa ir a pé;
E aproveite para levar a sua própria sacola, reduzindo o consumo de plástico;
Adote o uso de pilhas e baterias recarregáveis. As descartáveis devem ser entregues em postos de coleta, jamais jogadas no lixo comum;
Desabilite a proteção de tela do computador, que gera um consumo desnecessário de energia;
Tenha a sua própria caneca, para evitar desperdício de copinhos de água e café;
Use mídias regraváveis, drives USB e o e-mail. Esses meios são mais indicados do que os CDS e DVDs tradicionais, feitos de plástico;
Evite trocar o celular por puro impulso e, quando o fizer, deixe seu modelo antigo na revendedora para reciclagem;
Plante árvores. Hoje é possível fazer isso sem nem colocar a mão na terra, por sites na internet.
Fonte: Carbono Brasil
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FÉRIAS COLETIVAS! -
22/12/2008 |
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FÉRIAS COLETIVAS! O Laboratório Dirceu Dalpino, prezando a importância de nossos clientes e fornecedores, vem por meio desta notícia atenciosamente informar que estaremos à disposição até 22/12 para a realização de exames e dia 23/12/2008 (das 9-17h) somente para entrega de resultados, pois a partir desta data estaremos paralisando nossas prestações de serviços devido às férias coletivas dadas aos nossos funcionários.
Aproveitamos também para ressaltar que a partir de 05 de Janeiro de 2009, estaremos retornando com total disposição para melhor atendê-los no ano em que se inicia. Também lembramos que temos um estacionamento próprio ao lado do laboratório para sua maior comodidade.
Certos de vossa compreensão desejamos um Feliz Natal e que 2009 seja um ano de muita paz, saúde e sucesso para todos. Agradecemos a confiança!
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Comportamento e DNA -
09/11/2008 |
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Agência FAPESP – O DNA determina em boa medida quem são os indivíduos e como eles lidam com os outros. Mas, de acordo com uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, nos Estados Unidos, estudos recentes sobre animais sociais – como aves e abelhas – estão dando força à idéia de que, por meio do cérebro, os genes e o comportamento social são uma via de mão dupla, influenciando-se mutuamente.
A pesquisa de revisão, coordenada por Gene Robinson, do Departamento de Entomologia da Universidade de Illinois, foi publicada em matéria de capa da edição desta sexta-feira (7/11) da revista Science. De acordo com Robinson, o estado atual das pesquisas permite que os cientistas partam para a construção de uma explicação molecular para o comportamento social.
De acordo com os cientistas, a informação social é capaz de alterar a expressão genética no cérebro, influenciando o comportamento. Por exemplo, o canto do tentilhão ou zebra-finch (Taeniopygia guttata) macho induz em outros machos a expressão do gene egr1em uma região específica do cérebro dedicada à audição. Essa expressão genética está especificamente ligada à importância social do sinal – isto é, indica se o som vem de um indivíduo conhecido ou de um potencial intruso –, indicando que a resposta genética ajuda o pássaro a reconhecer e reagir a mudanças no ambiente social.
Por outro lado, a variação genética influencia a função cerebral e o comportamento social, como acontece no caso da drosófila, ou mosca-da-fruta (Drosophila melanogaster). Cientistas identificaram uma variação genética específica que afeta o ritmo do som de acasalamento do animal, que conseqüentemente influencia o comportamento reprodutivo.
Segundo os cientistas, graças aos recentes seqüenciamentos de genomas de vários animais sociais – incluindo as abelhas e os tentilhões – e às novas tecnologias como os microarrays, que permitem vislumbrar a atividade de milhares de genes de uma só vez, os neurocientistas gradualmente estão compreendendo que "existe uma relação dinâmica entre genes e comportamento", disse Robinson. "O comportamento não está gravado no DNA”, afirmou ele.
Além de Robinson, participaram do estudo o professor de biologia da Universidade de Stanford Russell Fernald e o professor de desenvolvimento celular e biológico e neurociências David Clayton, também da Universidade de Illinois.
Segundo Robinson, uma pesquisa coordenada por Clayton em 1992 foi um dos marcos fundamentais para os estudos nessa área. Naquele trabalho, a equipe do cientista descobriu que a expressão do gene egr1 aumenta no cérebro de tentilhões e canários quando eles ouvem um canto novo emitido por um macho da mesma espécie.
O achado não foi inédito: estudos anteriores haviam demonstrado que os genes acendem e apagam quando um animal é treinado para desempenhar uma tarefa em laboratório, segundo Robinson. Mas, quando a equipe de Clayton encontrou essa alteração na expressão gênica em resposta a um sinal social, chamou a atenção para as interações sociais poderosas que podem alterar a expressão genética no cérebro.
Em outro trabalho, Robinson utilizou microarrays para estudar o fenômeno em larga escala e verificou que milhares de genes “ligam” e “desligam” nos cérebros das abelhas em resposta a estímulos sociais.
Um desses genes, conhecido como for (para forrageamento, ou busca de alimento), foi descoberto inicialmente em moscas drosófilas por Marla Sokolowski, da Universidade de Toronto, no Canadá. Esses insetos carregam versões diferentes do gene for para diversos tipos de comportamento de forrageamento. Cada versão dá ao seu portador uma vantagem em certos comportamentos nas condições ambientais.
No estudo publicado em 2002, Robinson e sua equipe relataram que a expressão do for de fato aumentou no cérebro das abelhas enquanto elas se desenvolviam como forrageiras. A manipulação de sua expressão levava as abelhas a forragear precocemente.
Os pesquisadores descobriram também que os fatores sociais, sob a forma de sinais químicos conhecidos como feromônios, induziam a esse aumento do for. As abelhas forrageiras produzem um feromônio que sinaliza para as abelhas mais jovens que já existe uma quantidade de indivíduos suficiente exercendo essa função. Se algumas forrageiras são removidas da colméia, algumas abelhas jovens se desenvolvem precocemente como forrageiras.
"A constatação da idéia de que as diferenças na expressão genética podem ocorrer ao longo de escalas de tempo muito diferentes ajuda a compreender algumas das complexas relações entre genes, cérebro e comportamento. Todos esses elementos interagem", disse Clayton. "A experiência está sempre voltando para o nível do DNA”, declarou.
O artigo Genes and Social Behavior, de Gene Robinson, Russell Fernald e David Clayton, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org .
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Química da insônia -
09/11/2008 |
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Agência FAPESP – Uma pesquisa publicada na edição de 1º de novembro do Journal Sleep traz a primeira demonstração de uma anormalidade neuroquímica específica em adultos com insônia primária. A afirmação é da Academia Norte-Americana de Medicina do Sono, que destaca que o estudo amplia o conhecimento ainda limitado sobre o problema.
Segundo a instituição, a insônia crônica, cujos sintomas permanecem por pelo menos um mês, afeta cerca de 10% dos adultos nos países industrializados e é o tipo mais comum de distúrbio do sono.
Freqüentemente se trata de um problema associado com doenças, distúrbios mentais ou a ingestão de determinados medicamentos ou substâncias químicas. Cerca de 25% das pessoas com insônia têm insônia primária, definida pela dificuldade de iniciar ou de manter o sono e pela sensação de não ter um sono reparador.
O novo estudo identificou uma redução de 30% nos níveis de ácido gama-aminobutírico, neurotransmissor que induz a inibição do sistema nervoso central, em indivíduos que sofrem de insônia primária há mais de seis meses.
De acordo com os autores, os resultados sugerem que a insônia primária é uma manifestação de um estado neurobiológico de hiperatividade. “O ácido gama-aminobutírico está presente em níveis reduzidos em indivíduos com insônia, o que indica que a hiperatividade está presente não apenas na forma de pensamentos e emoções excessivas, mas que também pode ser detectada no sistema nervoso central”, disse o principal autor do estudo, John Winkelman, do Brigham and Women's Hospital, ligado à Escola Médica Harvard.
O ácido gama-aminobutírico diminui a atividade geral em diversas regiões cerebrais, ajudando o cérebro a “se desligar”. Agitação e dificuldade de “desligar” são reclamações comuns em pessoas com insônia primária.
De acordo com Winkelman, entender que o problema está associado com uma deficiência neuroquímica específica ajudará a validar a freqüentemente mal compreendida reclamação de insônia e de suas conseqüências, como dificuldade de concentração, cansaço e irritabilidade durante o dia.
O estudo, ainda preliminar, incluiu 16 voluntários entre 25 e 55 anos, divididos entre os dois sexos, com problemas para iniciar ou manter o sono por pelo menos seis meses. A duração média dos sintomas era de dez anos. Espectroscopia de prótons por ressonância magnética foi usada como método não-invasivo para determinar os níveis de ácido gama-aminobutírico.
O artigo Reduced brain Gaba in primary insomnia: Preliminary data from 4T Proton Magnetic Resonance Spectroscopy (1H-MRS), de John Winkelman e outros, pode ser lido por assinantes do Journal Sleep em www.journalsleep.org.
Mais informações sobre distúrbios do sono:
Centro de Estudos do Sono/Instituto do Sono (um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da FAPESP): www.sono.org.br
Sleep Education: www.sleepeducation.com |
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Câncer envenenado -
07/10/2008 |
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Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Cientistas do Laboratório de Genética do Instituto Butantan estão testando os efeitos da jararagina, uma toxina presente no veneno da jararaca (Bothrops jararaca) para tratar o melanoma, a forma mais agressiva de câncer de pele. De acordo com a coordenadora dos estudos, Itamar Romano Garcia Ruiz, os resultados obtidos até agora são promissores.
Segundo ela, a literatura científica internacional indica que toxinas presentes em diversos organismos são eficientes para diminuir a proliferação de células tumorais in vivo e in vitro. Isso levou o grupo, que trabalha com a genética do câncer desde 1996, a investigar os efeitos da toxina da jararaca sobre tecidos cancerosos.
“Estudamos culturas de células de melanoma tratadas com a jararagina, uma das toxinas que compõem o veneno da jararaca. Tivemos uma série de resultados, incluindo uma significativa inibição da proliferação do tumor”, disse Itamar à Agência FAPESP.
A pesquisadora afirma que o grupo está testando os efeitos da toxina na morfologia, adesão, migração e invasão celular. Em todos os casos, segundo ela, os resultados são promissores. O tratamento mostrou uma importante redução das metástases. “No entanto, ainda falta um longo caminho para que essas pesquisas resultem efetivamente em uma alternativa para o tratamento da doença”, afirmou.
O trabalho é feito em parceria com a Divisão de Ciências Fisiológicas e Químicas, que extrai a jararagina do veneno das serpentes do Instituto Butantan. “O veneno das serpentes é uma sopa de vários tipos de substâncias que produz um efeito anestésico e degrada os tecidos. A jararagina é uma proteína que faz parte dessa sopa”, explicou Itamar.
O veneno dos animais, em especial as cobras e os anfíbios, serve como proteção ou arma natural, instalada durante a evolução. “Cada um tem seu mecanismo. No caso das cobras o veneno é importante, já que elas não têm braços para agarrar as presas. As substâncias presentes ali anestesiam e paralisam a presa. Procuramos aproveitar a riqueza desse composto de substâncias”, disse.
Um metal posicionado em determinado local de sua estrutura dá à jararagina a capacidade de degradar outras proteínas. “O que possibilita o uso contra o câncer é que essa proteína tem a capacidade de reconhecer uma parte da membrana da célula tumoral, ligando-se a ela e impedindo sua evasão, bloqueando a metástase. A literatura científica mostrava que o nível de metástase diminuía com o uso do veneno. Nós começamos a usar apenas essa componente do veneno para aumentar a eficiência dessa propriedade”, disse.
Biomarcadores e clonagem
Além de estudar as culturas de células tumorais do melanoma, o grupo realiza uma série de pesquisas sobre a estrutura do DNA e a expressão gênica desses tumores. “Outra linha que estamos começando envolve a clonagem e o seqüenciamento do gene que codifica a jararagina, com a finalidade de obter uma ferramenta que, no futuro, seja útil para combater o melanoma”, explicou Itamar.
No laboratório, os estudos sobre o câncer tiveram início em 1996, segundo a pesquisadora, sempre com o apoio da FAPESP. Na linha que trata da regulação gênica e da estrutura do DNA, os estudos são feitos em colaboração com o Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
“Eles nos forneceram os tumores dos pacientes, que usamos para analisar o DNA, comparando-o com o próprio tecido saudável ou com o sangue do paciente. Com isso, temos estudado o RNA-repetitivo para tentar desenvolver biomarcadores que nos permitam mostrar se as intervenções cirúrgicas foram suficientes. Além da utilidade imediata para os médicos, esse tipo de estudo nos dá novas informações sobre como se desencadeiam e progridem os processos tumorais”, afirmou.
Quando um paciente com um tumor é submetido a cirurgia, uma margem de tecido saudável é extraída, para evitar que o câncer retorne. “Quando a pele é costurada, uma pequena parte que fica saliente é extraída, servindo como controle para estudo do tecido perto do próprio tumor. O mesmo é feito com o sangue – estudamos os leucócitos, que têm DNA. Com isso, estudamos a estrutura do DNA tumoral, tentando correlacionar a gravidade do tumor com as alterações observadas”, contou.
A outra linha de estudos do laboratório é voltada para a investigação dos genes que codificam toxinas como a jararagina e a botropsina. “O DNA é formado por partes codificadoras, conhecidas como éxons, e partes intermediárias, ou íntrons. Estamos estudando a estrutura total, considerando éxons e íntrons. Para isso temos que clonar e seqüenciar esses genes, o que fazemos em colaboração com a área de biotecnologia”, disse Itamar.
Até há pouco tempo os íntrons eram conhecidos como “DNA-lixo”, mas hoje, de acordo com a pesquisadora, sabe-se que 80% deles codificam o RNA e estão ligados à regulação dos genes.
A parte molecular dos estudos sobre os efeitos da jararagina em cultura de células de melanoma deverá ser concluída até o fim do ano. A clonagem da jararagina começou a ser feita este ano, pela mestranda Alessandra Finardi de Souza.
“O seqüenciamento já está bastante adiantado. O objetivo da clonagem é usar o domínio interessante da toxina para combater a célula tumoral. Em vez de fazer todo o processo bioquímico de extração da proteína, separando a jararagina de todas as outras componentes do veneno, teremos o gene clonado e poderemos expressar e produzir só o que nos interessa para agir sobre a célula tumoral”, explicou.
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Nobel para descobridores do HIV -
07/10/2008 |
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Agência FAPESP – Três cientistas europeus que descobriram os vírus causadores da Aids e do câncer do colo do útero foram anunciados nesta segunda-feira (6/10) como os ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 2008.
Segundo o Instituto Karolinska, na Suécia, responsável pela escolha, metade do prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 3 milhões) será concedido ao alemão Harald zur Hausen, descobridor do papel do HPV, o papilomavírus humano, no câncer do colo do útero (ou câncer cervical). A descoberta levou ao desenvolvimento de uma vacina para prevenir a doença.
A outra metade será dividida pelos franceses Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier, pela descoberta do HIV, feita em 1981. Desde então, a Aids se tornou uma das mais graves epidemias da história, tendo causado a morte de cerca de 25 milhões de pessoas.
Em 1983, após uma década de busca, Hausen, professor emérito da Universidade de Heidelberg e ex-diretor do Centro de Pesquisa do Câncer, na mesma cidade, mostrou que vírus causam câncer ao identificar, em biópsias de mulheres com câncer do colo do útero, o HPV tipo 16. No ano seguinte, foi a vez do tipo 18. Os dois são encontrados em aproximadamente 70% das biópsias desse tipo de câncer em todo o mundo, o segundo mais comum em mulheres.
“Ele descobriu que o HPV pertence a uma família heterogênea de vírus. Somente alguns tipos de HPV causam câncer. Sua descoberta levou à caracterização da história natural da infecção por HPV, a uma compreensão de mecanismos da carcinogênese induzida pelo vírus e ao desenvolvimento de vacinas profiláticas”, destacou o comitê do Nobel em comunicado.
Françoise é professora e diretora da Unidade de Infecções e Regulações Retrovirais do Departamento de Virologia do Instituto Pasteur. Montagnier é professor emérito da Universidade de Paris e diretor da Fundação Mundial de Pesquisa e Prevenção da Aids, com sede na França.
O cientista norte-americano Robert Gallo, diretor do Instituto de Virologia Humana da Universidade de Maryland, que costuma ser mencionado como um dos descobridores do HIV, foi ignorado pelo comitê do Nobel.
“Logo após a descoberta do vírus, diversos grupos contribuíram para a demonstração definitiva do HIV como causador da síndrome da imunodeficiência humana adquirida. A descoberta de Barré-Sinoussi e Montagnier permitiu a identificação de detalhes importantes no ciclo de replicação do vírus e de como ele interage com o hospedeiro. Posteriormente, levou ao desenvolvimento de métodos para diagnosticar pacientes infectados, o que limitou o alcance da pandemia”, ressaltou o comunicado.
O anúncio do prêmio de Medicina e Fisiologia marca o início de duas semanas de premiações que terminam com o anúncio do Nobel de Economia no dia 13. O Nobel de Física será anunciado nesta terça-feira (7/10) e o de Química no dia seguinte.
Os prêmios – cheques, medalhas de ouro e diplomas – serão entregues em 10 de dezembro, aniversário da morte de Alfred Bernhard Nobel (1833-1896), o inventor da dinamite.
Mais informações: http://nobelprize.org.
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Os antidepressivos e a gravidez -
30/09/2008 |
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Psiquiatras do mundo todo enfrentam um dilema quando têm de tratar uma grávida com depressão, um dos problemas mais freqüentes de saúde mental, que atinge as mulheres principalmente no auge da idade reprodutiva, entre os 25 e os 44 anos. É que não se conhecem ao certo os danos que os medicamentos antidepressivos podem provocar nos filhos – seja durante a gestação, seja depois de adultos. A fim de identificar esses efeitos, Daniela Ceccatto Gerardin, da Universidade Estadual de Londrina, e colaboradores trataram camundongas prenhes com fluoxetina, um dos antidepressivos mais usados no mundo. No experimento, as roedoras receberam o medicamento durante a gestação e a amamentação da prole. Os pesquisadores constataram que não houve mudanças nos órgãos sexuais dos filhotes machos na vida adulta, sugerindo que a exposição à fluoxetina no útero não afetaria o funcionamento dos hormônios sexuais masculinos. No entanto verificou-se que filhotes machos de camundongas tratadas com fluoxetina apresentavam alterações na motivação sexual. Guardadas as diferenças entre os roedores e os seres humanos, esses resultados sugerem que antidepressivos como a fluoxetina podem afetar de modo duradouro a libido (Pharmacology, Biochemistry and Behavior).
Pesquisa FAPESP
Edição 151 - Setembro 2008
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Mais uma razão para dormir bem e bastante: regular o metabolismo da glicose -
30/09/2008 |
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Que o sono é importante para o bem-estar você já sabia. Mas você não suspeitava como: segundo a pesquisa recém-publicada na revista PNAS de uma equipe da Universidade de Chicago, a fase sem sonhos do sono é necessária, entre outras coisas, para que o corpo regule corretamente o metabolismo da glicose durante o dia. Impeça jovens saudáveis de curtir especificamente essa fase do sono durante apenas três noites consecutivas, e o resultado é um nível de tolerância à insulina temporariamente tão elevado quanto o encontrado em adultos idosos na faixa de risco de desenvolver diabetes.
A equipe mostrou recentemente que a forma adulta de diabetes, associada a tolerância à insulina, é mais comum entre pessoas que têm problemas de sono ou insônia, e que a privação de sono de modo geral leva a tolerância à insulina. Que aspecto do sono, no entanto, estaria relacionado com a regulação do metabolismo? Por causa das alterações fisiológicas que ocorrem durante o sono não-REM, a equipe resolveu testar a hipótese de que a privação dessa fase do sono causaria diretamente tolerância à insulina.
Os nove voluntários do estudo, todos jovens, magros e saudáveis, com níveis normais de glicose no sangue e produção normal de insulina, concordaram em passar alguns dias no laboratório, inclusive dormindo lá, enquanto seu metabolismo de glicose e resposta a insulina eram analisados. Para impedi-los de dormir a fase do sono sem sonhos, os pesquisadores monitoraram suas ondas cerebrais em permanência, e toda vez que detectavam o início de uma fase não-REM, acordavam os voluntários batendo à porta, chamando seu nome ou, nos casos mais difíceis, sacudindo seu ombro. Tudo em nome da ciência.
Os resultados foram claros: três noites sem sono profundo, com 90% a menos de sono não-REM ainda que com o mesmo tempo total de sono, foram suficientes para reduzir em 25% a sensibilidade de oito dos nove dos voluntários à insulina, diminuindo sua capacidade de remover a glicose do sangue. Essa redução da sensibilidade à insulina por falta de sono não-REM corresponde à redução causada pelo ganho de 8 a 13 quilos de peso, e é semelhante à encontrada em pacientes idosos ou obesos, com alto risco de desenvolver diabetes do tipo 2.
Embora a privação de sono seja um fator de estresse, a perda de sensibilidade à insulina não estava associada a uma elevação do nível do hormônio típico da resposta ao estresse no sangue, o cortisol, e sim a um aumento da atividade do sistema nervoso simpático, que sabidamente afeta a produção de insulina pelo pâncreas.
Além de mostrar que o sono não-REM tem um importante papel na regulação do metabolismo energético do corpo, o estudo levanta uma possibilidade intrigante: a incidência elevada de diabetes tipo 2 em idosos e obesos pode estar relacionada a distúrbios do sono nessas pessoas, ou ao menos ser acentuada neles pela falta de sono.
Vai levar algum tempo até que essa possibilidade seja examinada. Mas enquanto isso, cuidar da distribuição de glicose para as células do seu corpo não é uma ótima razão para dormir bastante e sempre? SHH
Fonte: Tasali E et al. Slow-wave sleep and the risk of type 2 diabetes in humans. Proc Natl Acad Sci USA (2008).
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Resistência à insulina -
12/08/2008 |
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Agência FAPESP – Um estudo realizado com adolescentes obesos demonstrou a relação entre distribuição da gordura corporal e resistência à insulina, distúrbio que foi verificado em 57,1% dos participantes.
A resistência à insulina é uma desordem metabólica que pode aumentar o risco de doenças crônicas. Segundo os pesquisadores, a gordura do tronco foi significativamente associada com o problema, demonstrando a importância clínica da obesidade abdominal durante a adolescência. O trabalho encontrou também valores elevados de insulina em 40,2% dos adolescentes pós-púberes.
"Os resultados obtidos reforçam a importância do controle de peso para a saúde dos adolescentes tendo em vista as complicações metabólicas apresentadas e o aumento no risco de doenças e agravos não transmissíveis, como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares", disse a primeira autora do estudo, Luana Caroline dos Santos, professora adjunta de Nutrição da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), à Agência FAPESP.
O trabalho foi publicado na revista São Paulo Medical Journal, tendo como outros autores os professores Isa de Pádua Cintra e Mauro Fisberg, da Universidade Federal de São Paulo, e Lígia Araújo Martini, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).
Participaram da pesquisa, resultado da tese de doutorado defendida por Luana na FSP-USP, 49 adolescentes obesos – 12 meninos e 37 meninas – com média de idade de 16,6 anos e média de índice de massa corpórea (IMC) de 35 kg/m². Ficaram de fora jovens com doenças crônicas, que tomassem medicamentos alteradores de peso, glicose e do metabolismo lipídico ou que apresentassem peso acima de 120 quilos.
Segundo o estudo, os resultados permitem relacionar o acúmulo de gordura, sobretudo aquele localizado na região central, com a resistência à insulina.
"Identificamos que a obesidade, mesmo em idades precoces, altera o controle metabólico do organismo e aumenta a possibilidade de desordens como a resistência à insulina", disse Luana, ao destacar que a população de estudo se constituía de adolescentes clinicamente saudáveis e que apresentava excesso de peso ainda sem tratamento.
Mudanças alimentares
De acordo com Lígia Martini, orientadora da pesquisa, a resistência à insulina que acomete os adolescentes é similar à verificada em adultos, inclusive com elevação do risco de ocorrência de diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.
"O problema é mais fácil de ser tratado quanto mais precocemente for verificado e envolve mudança de modos de vida, incluindo a prática de atividade física, e a adoção de uma dieta equilibrada para redução e controle do peso. Em alguns casos, pode ser necessária a inserção concomitante de terapia medicamentosa", disse a professora do Departamento de Nutrição da FSP-USP.
Segundo ela, o aumento da ocorrência da resistência à insulina verificado nas últimas décadas se deve à chamada transição epidemiológica, caracterizada pelo aumento nas taxas de mortalidade específica por doenças transmissíveis e pela redução das não transmissíveis, por mudanças de hábitos alimentares e pelo aumento da obesidade. Além disso, pesou também o acelerado envelhecimento da população e a rápida difusão de hábitos e comportamentos, atribuída ao processo de globalização.
"A mudança dos hábitos alimentares verificada na população brasileira certamente representa o fator de maior impacto nesse quadro, associado ao aumento da inatividade física. Os fatores genéticos também são importantes, mas são responsáveis por menos de 10% dos casos de resistência à insulina", afirmou.
Gorduras localizadas
O estudo avaliou a composição corporal de gordura e músculos. Para medir o consumo de alimentos, os participantes anotaram por três dias não consecutivos os alimentos consumidos, incluindo líquidos e suplementos alimentares. A resistência à insulina foi calculada pelo índice Homa-IR (Homeostasis Model Assessment of Insulin Resistance).
"Essa metodologia foi escolhida considerando os objetivos propostos para o estudo. As limitações eram pequenas, como incapacidade de avaliação de indivíduos com peso superior a 120 quilos ou o esquecimento da anotação de algum alimento no registro alimentar para avaliação do consumo alimentar", explicou Luana.
O maior número de meninas se deveu a maior resposta aos anúncios de divulgação do trabalho. "A obesidade no sexo feminino se caracteriza freqüentemente pela maior deposição de gordura na região glúteo-femural (gordura ginóide), enquanto no sexo masculino a deposição ocorre comumente na região abdominal (gordura andróide). A localização da obesidade na região abdominal está mais relacionada à ocorrência de desordens lipídicas, hipertensão, diabetes e aumento do risco cardiovascular", disse.
Segundo a autora, o estudo prosseguiu com o atendimento interdisciplinar dos adolescentes no Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Unifesp por dez meses, quando se verificou redução significativa da resistência à insulina. Mas os novos dados ainda não foram publicados.
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Plante árvores através do seu computador -
11/08/2008 |
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Você ja pesou em plantar uma árvore hoje?
E se você pudesse plantar uma árvore por dia com apenas um clique no mouse?
Parece brincadeira, mas o site www.clickarvore.com.br, mantido pela Fundação SOS Mata Atlântica, o Instituto Ambiental Vidágua e o Grupo Abril, está tornando isso em realidade.
Com um cadastro que dura apenas alguns segundos você pode visitar o site uma vez por dia e ao clicar no link central, uma árvore será plantada para você reflorestando e o melhor, sem custo algum, os patrocinadores da campanha é que custeiam isso pra você.
Visite o site, não custa nada ajudar.
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Dia Nacional de Controle do Colesterol incentiva hábitos saudáveis -
08/08/2008 |
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Celebrado no dia 8 de agosto, o Dia Nacional de Controle do Colesterol não é só um alerta aos riscos que o colesterol elevado apresenta. É também um convite às mudanças de hábitos alimentares, à prática de exercícios físicos e ao abandono do cigarro. O conjunto de medidas saudáveis resulta não só no equilíbrio dos níveis de colesterol como na prevenção e manutenção de doenças como diabetes e hipertensão arterial.
O colesterol é uma substância responsável por diversas funções do organismo. Entre elas, o transporte das gorduras pelo sangue, a manutenção das células e a fabricação de hormônios e de vitamina D , explica Cyntia Carla da Silva, coordenadora de nutrição do Hospital do Coração.
A especialista esclarece ainda que a maior parte do colesterol é fabricada pelo próprio organismo. Apenas 30% do colesterol total são provenientes da alimentação. Os outros 70% são sintetizados pelo fígado , completa. O colesterol proveniente da dieta está exclusivamente presente nos alimentos de origem animal, como gema de ovo, frutos do mar, carnes gordas, embutidos, leite e laticínios integrais.
As gorduras saturadas e trans também são apontadas como contribuintes para o aumento do colesterol. As gorduras saturadas são encontradas principalmente nas gorduras das carnes, no leite integral e nos seus derivados, no coco e no azeite de dendê. Já as margarinas em tabletes, as gorduras industriais usadas na preparação de chocolates, cremes, biscoitos recheados e sorvetes são alimentos ricos em gordura trans , lista a especialista do HCor.
Cyntia alerta que os problemas surgem, na maioria das vezes, quando as pessoas passam a ingerir colesterol e gordura saturada em excesso. Ela explica que, nestes casos, a gordura excedente não é totalmente aproveitada pelo organismo e começa a ser depositada nas artérias, formando as placas de gordura. O uso de pílulas anticoncepcionais e problemas como hipotireodismo são outros fatores contribuintes para o aumento do colesterol.
Um dos pontos negativos do colesterol elevado é que, normalmente, o descontrole não apresenta sintomas até levar a uma conseqüência mais grave. Todos que tiverem as taxas de colesterol elevadas precisam de acompanhamento médico. As primeiras alternativas de tratamento são mudanças no cardápio e prática de exercícios. Mas, é sempre bom lembrar que cada indivíduo tem a necessidade de um tratamento específico , orienta Samantha Christie Enande, nutróloga da Clínica Valéria Marcondes.
Mantenha os níveis saudáveis
É importante ressaltar que, por desempenhar tarefas importantes no organismo, o colesterol não pode ser visto apenas como vilão. Dividido em colesterol bom (HDL) e ruim (LDL), as duas frações devem se manter equilibradas.
O HDL remove o excesso de colesterol no sangue, reduzindo o risco de formação das placas de gordura. Por isso, quanto maior a quantidade, melhor. Os baixos níveis do colesterol do bem indicam grande risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas, como infarto. É aconselhável que a taxa de HDL seja maior ou igual a 60 mg/dL.
Enquanto isso, o LDL é o responsável pela formação de placas de gordura nas artérias, o que prejudica a passagem de sangue, indicando risco de infarto e derrame cerebral. O nível de LDL sangüíneo tido como ótimo é menor do que 100 mg/dL.
Dicas para atingir os níveis recomendados
1. Substitua o leite e seus derivados integrais (requeijão, iogurtes, queijos gordurosos) pelas versões desnatadas.
2. Dê preferência à margarina vegetal cremosa, rica em gordura insaturada.
3. Evite preparar os alimentos com banha de porco, bacon e gordura de coco.
4. Controle a ingestão de miúdos de boi e ave, como coração, miolo e fígado.
5. Controle a ingestão de ovos. Consuma, no máximo, dois por semana. Atente ainda às preparações que levam ovos, como panquecas, tortas, suflês e bolos.
6. Evite carnes gordurosas, como picanha, cupim, lingüiça e embutidos. Controle também a ingestão de frutos do mar.
7. Retire a pele do frango antes do cozimento.
8. Leia os rótulos alimentícios e evite os alimentos que contêm gorduras saturadas e hidrogenadas.
9. Prefira alimentos grelhados e cozidos.
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CARNAVAL! -
30/01/2008 |
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| Informamos aos nossos clientes que estaremos fechados de 02/02 a 05/02 em virtude do feriado. Voltaremos dia 6 de Fevereiro das 12:00 às 17:30 para entrega de resultados. Agradecemos a compreensão e desejamos um bom carnaval a todos! |
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**FÉRIAS COLETIVAS** -
05/12/2007 |
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FÉRIAS COLETIVAS! O Laboratório Dirceu Dalpino, prezando a importância de nossos clientes e fornecedores, vem por meio desta notícia atenciosamente informar que estaremos à disposição até 20/12 para a realização de exames e dia 21/12/2007 (das 9-17h) somente para entrega de resultados, pois a partir desta data estaremos paralisando nossas prestações de serviços devido às férias coletivas dadas aos nossos funcionários.
Aproveitamos também para ressaltar que a partir de 02 de Janeiro de 2008, estaremos retornando com total disposição para melhor atendê-los no ano em que se inicia.
Certos de vossa compreensão desejamos um Feliz Natal e que 2008 seja um ano de muita paz, saúde e sucesso para todos. Agradecemos a confiança!
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Imunologia da Reprodução -
23/08/2007 |
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Imunologia da reprodução
23/08/2007
Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro
Agência FAPESP – Pode ser muito mais difícil para uma mulher ter uma gravidez bem-sucedida do que se imagina, de acordo com especialistas reunidos no 13º Congresso Internacional de Imunologia, que está sendo realizado no Rio de Janeiro pela Sociedade Brasileira de Imunologia até sábado (25/8).
No Brasil, cerca de 5% dos casais que querem ter filhos sofrem de problemas de infertilidade e apenas 35% a 45% obtêm sucesso no tratamento de reprodução assistida, segundo dados apresentados pela médica Sílvia Daher, professora do Departamento de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A pré-eclampsia – hipertensão durante a gestação – ocorre em 10% dos casos de gravidez no país, enquanto que de 10% a 20% dos casos de gravidez acabam em partos prematuros e 1% das mulheres grávidas têm gestação ectópica, ou seja, como não conseguem criar ambiente no útero, a gestação acaba acontecendo fora dele. O chamado aborto de repetição – que acontece espontaneamente mais de três vezes consecutivas durante o primeiro trimestre de gravidez – é registrado em 0,5% dos casos.
“São patologias da gravidez, muitas vezes relacionadas a causas imunológicas. Porém, existem testes que ajudam a definir o perfil imunológico da mulher e detectam o que pode favorecer o aparecimento de uma patologia”, disse Sílvia à Agência FAPESP.
Segundo ela, em muitos casos não se consegue diagnosticar a causa de uma dessas doenças. “É isso que nos leva a pensar em comprometimento imunológico. Existem, por exemplo, reações auto-imunes, quando a mulher, tendo um agente estranho dentro dela, acaba reagindo contra ela mesma. É o que ocorre na pré-eclampsia”, explica a pesquisadora. Outra causa estudada atualmente é a reação alo-imune, quando a mulher responde inadequadamente ao feto.
São fatores que podem gerar infertilidade ou um aborto espontâneo de repetição. No entanto, destaca a imunologista, existem estratégias para resolver esses problemas, como a transfusão de linfócitos paternos, tratamento controverso permitido apenas em alguns países.
“O problema desse tratamento é que o feto tem antígenos paternos, que são a marca do pai. Então, a mulher precisa estar com o sistema imunológico bem equilibrado para poder perceber a diferença e fazer a resposta imune sem abortar”, disse Sílvia.
O papel do pai
Há casais que não conseguem engravidar, mesmo apresentando todas as condições ideais para isso, mas que acabam tendo filhos com outros parceiros. “São casos de pessoas que não combinam geneticamente. Podem até fazer fertilização in vitro, mas a mulher não engravida. É porque ela não consegue implantar o embrião”, disse Sílvia.
Nesses casos, de acordo com a professora da Unifesp, a mulher pode estar com baixa quantidade de HLA-G, antígeno importante na gestação, que, se produzido em pouca quantidade, faz com que a mulher não consiga implantar.
“Muitos fatores influenciam o bom andamento de uma gravidez. Não se deve esquecer que o fator paterno também é importante nesse processo. Mas, ao contrário do que muitos pensam, não é somente o número de espermatozóides que se deve levar em conta. Tanto para a mulher quanto para o homem são importantes as citocinas, que são marcadores que também devem estar presentes no líquido seminal, para que não haja falha na implantação, o que gera a infertilidade”, explicou Sílvia, lembrando que existem testes que identificam esses marcadores genéticos e revelam que quem tem um determinado gene poderá ter mais chances de apresentar uma determinada doença.
Boletim Agencia Fapesp de 23 de agost de 2004.
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Descontrole glicêmico -
16/05/2007 |
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O percentual de diabéticos no Brasil que controla de maneira inadequada o nível de glicose no sangue é muito alto, o que aumenta as chances de desenvolver complicações crônicas relacionadas à doença, como problemas cardíacos, insuficiência renal e cegueira.
A conclusão é de um amplo levantamento realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (CPqGM), unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia. O ponto de partida foi a análise da taxa de hemoglobina glicada, que reflete o grau de controle da glicemia nos últimos três meses, em 6,7 mil pacientes com diabetes residentes em dez cidades do país.
A coleta de dados foi coordenada por um comitê composto por médicos endocrinologistas e epidemiologistas das duas entidades. Um questionário padronizado foi aplicado entre março de 2006 e fevereiro de 2007, em serviços médicos de Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
De acordo com critérios da Associação Norte-Americana de Diabetes, a taxa de hemoglobina glicada ideal para pacientes em tratamento deve estar abaixo de 7%. Esse índice é tido como meta mundial de controle do diabetes por diversas sociedades e instituições vinculadas à doença.
“O trabalho mostra que 75% dos pacientes analisados estão com controle glicêmico inadequado, ou seja, com taxa de hemoglobina glicada superior a 7%”, disse Edson Duarte Moreira Jr., chefe do Laboratório de Epidemiologia Molecular e Bioestatística do CPqGM e coordenador do trabalho, à Agência FAPESP.
“Quanto mais os níveis de hemoglobina glicada ficam fora da faixa ideal, mais aumentam os riscos de os pacientes terem complicações tardias relacionadas ao diabetes. De maneira reversa, esses riscos caem com a diminuição do percentual”, destacou.
Os resultados também foram analisados de acordo com o tipo de diabetes: pacientes com diabetes insulino-dependente (tipo 1) e pacientes com diabetes não insulino-dependente (tipo 2) apresentaram taxa de controle glicêmico inadequado de 89,6% e 73,2%, respectivamente.
Dos pacientes analisados – que tinham idades entre 18 e 98 anos, sendo 66% do sexo feminino e 34% do masculino –, 979 (15%) sofriam de diabetes tipo 1 e 5.692 (85%), do tipo 2.
“Essa amostra reflete a incidência nacional dos casos. Mais de 90% dos pacientes brasileiros sofrem de diabetes do tipo 2, que normalmente começa depois dos 40 anos e tem forte relação com o histórico familiar e com a obesidade”, afirmou Moreira Jr.
Tratamentos insuficientes
Segundo Moreira Jr., que também é coordenador do Centro de Pesquisa Clínica da Fundação Irmã Dulce, em Salvador, um dos fatores mais preocupantes no estudo é que até mesmo pacientes que cumprem rigorosamente a medicação e as orientações médicas estão com taxas de hemoglobina glicada altas.
“A aderência ao tratamento tem relação direta com o bom controle da doença. Por isso, a culpa nem sempre é do paciente. Como uma grande quantidade de pacientes analisados seguiu o tratamento corretamente e, mesmo assim, estava com controle glicêmico ruim, pudemos concluir que os tratamentos oferecidos pelos sistemas de saúde também foram insuficientes e precisam ser mais bem estudados”, disse.
O trabalho comparou dados de prevalência de controle glicêmico inadequado em nove países. O Brasil apresentou o segundo maior índice (75%), à frente apenas da Tunísia. França (34%), Alemanha (40%), Holanda (42%) e Canadá (49%) foram os países com os melhores controles.
Artigos científicos com outros resultados do estudo da Fiocruz e Unifesp, intitulado Pesquisa sobre a epidemiologia do diabetes no Brasil: Grau de controle glicêmico e complicações, estão sendo elaborados para publicação em revistas científicas nacionais e do exterior.
“Os dados que acabam de ser divulgados foram extraídos de uma primeira análise preliminar. Estamos progredindo em outras análises e devemos publicar, nos próximos meses, dois ou três artigos com os dados principais”, explicou Moreira Jr. Segundo ele, calcula-se que 33 milhões de pessoas na América Latina tenham diabetes. “No Brasil, em média, um a cada 12 indivíduos adultos tem a doença”, disse.
Por Thiago Romero
Agência FAPESP
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Aniversário do Laboratório -
01/03/2007 |
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| Dia 1o de Março comemoramos 25 anos de atividade! |
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Vinho em capsulas -
02/02/2007 |
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Estudo e Pesquisas do mundo todo já provaram e comprovaram que o vinho faz bem para a saúde, longevidade e até para a beleza e juventude. A novidade é que a principal responsável por estes benefícios, a substância resveratrol, da família dos flsvonóides encontrados na casca vermelha das uvas, foi submetida a altíssima tecnologia e agora pode ser utilizada em forma de capsulas.
Para aqueles que querem desfrutar os benefícios do vinho, sem precisar consumir 1 taça diária da bebida ou suas calorias (em média 75 kcal por 100 ml) "o vinho em capsulas" tornou-se a melhor opção.
As capsulas podem ser encontradas em farmácias de manipulação.
www.attivosmagistrais.com.br
Ref: Labornews; ano 17, n 170 dezembro de 2006. |
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Férias Coletivas -
04/12/2006 |
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De 23/12/2006 a 7/01/2007 estaremos em férias coletivas. Dia 22 de Dezembro somente abriremos para entrega de resultados pendentes (das 9 as 17 horas) e retornaremos com nossas atividades normais dia 08 de Janeiro.
Desejamos a todos um Feliz Natal e que 2007 seja repleto de paz, amor, saúde e sucesso para todos nós! Obrigado pela confiança! |
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SEXAGEM FETAL -
26/09/2006 |
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O sexo do bebê já pode ser detectado por um novo teste chamado Sexagem Fetal, realizada com uma amostra de sangue da mãe.
Durante a gestação existe a passagem de uma pequena quantidade de células fetais para o sangue materno. O exame dessas células revelaria as condições fetais por um procedimento não invasivo e sem risco, pois requer apenas a coleta de um pouco de sangue materno.
O exame de Sexagem Fetal é feito através da pesquisa do cromossomo Y no sangue materno. A detecção é possível e segura após a 8ª semana de gestação, sendo que, se feita antes desse período é necessária uma confirmação após algumas semanas.
Para tal pesquisa usa-se marcadores do gene SRY, feito através do método de Real Time (Biologia Molecular - PCR). Quando este está presente, o resultado é do sexo masculino, se for ausente o resultado é do sexo feminino.
Em caso de gêmeos é detectado apenas o sexo masculino, ou seja, tendo a presença do gene SRY significa que pelo menos um dos bebês (ou os dois) é do sexo masculino. Já se forem duas meninas o resultado é 100% conclusivo.
Para maiores informações consulte a nossa secretaria.
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Doações gerenciadas pela internet -
10/07/2006 |
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Por Thiago Romero
Agência FAPESP - O cadastramento e a atualização de informações sobre novos doadores e receptores de órgãos no Estado de São Paulo já podem ser feitos pela internet. Os 16 mil pacientes que aguardam na fila de transplantes receberão senhas e também poderão, em breve, acompanhar pela rede sua posição.
O novo serviço, desenvolvido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), foi lançado pela Secretaria de Estado da Saúde na sexta-feira (7/7), em cerimônia na capital paulista.
“Até então, o paciente consultava a posição na fila de transplantes por meio de uma plataforma restrita aos hospitais. Com a descentralização do sistema graças à internet, ele poderá acompanhar sua situação a qualquer momento e com maior riqueza de detalhes”, disse Vander Orsi, um dos técnicos do IPT responsáveis pelo desenvolvimento do sistema, à Agência FAPESP.
Além de fornecer dados sobre doadores e receptores, a ferramenta disponibilizará exames laboratoriais, prontuários médicos e o histórico dos pacientes atendidos pela Central de Transplantes do Estado. A expectativa é que a distribuição de senhas aos pacientes já cadastrados na central esteja concluída em dezembro.
Até agora, o cadastro de novos pacientes era enviado por meio de documento impresso. Com a informatização, deverá ser poupado o transporte anual de pelo menos 90 mil documentos, que circulam das equipes médicas até a Central de Transplante.
“Além de evitar o extravio de papéis, o processo torna-se menos burocratizado. A contribuição para o aumento do número de transplantes, em todo o estado, será maior”, aponta Orsi. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, até o final de junho foram registrados em São Paulo 555 transplantes de órgãos, 5% a mais do que no mesmo período em 2005.
Segundo Orsi, a plataforma foi desenvolvida para o Estado de São Paulo, mas poderá servir de referência para a criação, pelo Ministério da Saúde, de uma base de dados mais ampla, que englobaria todo o país.
Mais informações: www.saude.sp.gov.br.
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Laranja para o coração -
15/05/2006 |
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Agência FAPESP - O consumo de suco de laranja aumenta a quantidade de substâncias no organismo humano que auxiliam na proteção contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Mas não adianta consumir litros de suco de uma única vez, o ideal é manter o consumo regular de pelo menos um copo por dia.
A conclusão foi obtida na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, no interior de São Paulo, onde pesquisadores do Grupo de Nutrição realizaram um experimento para avaliar a relação entre suco de laranja e redução de fatores de risco associados a problemas do coração, como hipertensão e colesterol elevado.
A pesquisa investigou, durante três meses, os resultados da ingestão diária de meio litro de suco em um grupo de 18 homens e 23 mulheres, com idades entre 30 e 60 anos. Após o período, foi constatado aumento nos níveis de colesterol bom (HDL), além da diminuição do colesterol ruim (LDL) e de triglicérides (moléculas de gordura) no sangue dos indivíduos.
Segundo Thais Borges César, professora da FCF e coordenadora do estudo, foi verificado um aumento de 17% no nível de HDL entre os homens e de 6% entre as mulheres. “Ao aumentar o colesterol bom, o indivíduo fica mais protegido contra doenças ateroscleróticas, ligadas ao entupimento de artérias cardíacas”, disse Thais à Agência FAPESP. Os resultados também mostram que consumo de suco de laranja ajudou a controlar a pressão arterial das pessoas.
“As lipoproteínas HDL limpam o colesterol que é depositado nas artérias. Quanto maior a concentração de HDL na corrente sangüínea, menor o risco de formar placas gordurosas, que podem levar o indivíduo a ter infarto do miocárdio”, explica.
Segundo a pesquisadora, dois flavonóides cítricos presentes na fruta podem ser os compostos químicos responsáveis pelo efeito benéfico. “A hesperidina e a naringenina provavelmente influenciam diretamente o aumento do colesterol bom”, afirma Thais.
O próximo passo do estudo, financiado pela Associação Laranja Brasil, entidade que reúne empresários da agroindústria ligada à exploração da fruta, será isolar as duas substâncias para analisar sua eficácia. “Se o papel delas for comprovado, nossa intenção é potencializar os efeitos desses flavonóides cítricos e produzir sucos enriquecidos”, diz a pesquisadora.
15/05/2006
Por Thiago Romero
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Genética do ritmo cardíaco -
02/05/2006 |
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Agência FAPESP - Em vez de um estudo focado em apenas um gene, pesquisadores do Hospital John Hopkins, do Framingham Heart Study, e da Rede Nacional de Estudos do Genoma da Alemanha decidiram olhar para todos os 3 bilhões de letras do genoma humano. Essas abordagem, pelo menos para o caso das doenças cardíacas, parece ter dado bons resultados.
Para surpresa dos pesquisadores, um gene que está envolvido com a predisposição encontrada em algumas pessoas de ter um ritmo cardíaco anormal acabou sendo identificado. Essa alteração nos batimentos, por exemplo, é um das causas para a chamada morte súbita, que apenas nos Estados Unidos afeta 300 mil pessoas por ano.
Não existem relatos na literatura científica, como mostra o artigo assinado pelo grupo internacional e publicado na Nature Genetics desta semana (30/4), de que o gene chamado de NOS1AP estaria, de alguma forma, relacionado com as batidas do coração. Os pesquisadores atribuem esse fato ao tipo de análise utilizado para o estudo.
O gene agora conhecido teria influência, mostra a pesquisa, sobre o intervalo QT (tempo que demora uma contração ventricular, que é normalmente de 0,30 segundo). Essa fração do tempo, segundo os médicos, é um dos fatores de risco para a morte súbita.
Enquanto nos corações sadios o intervalo QT costuma ser constante, entre as pessoas com mais predisposição para a morte súbita essa medida de tempo é muito longa ou então muito curta. Os médicos acreditam que pelo menos em um terço dos pacientes cardíacos essa disfunção é uma das primeiras pistas que aparecem.
Apesar de ainda existir um longo caminho pela frente, e de qualquer problema sempre ser fruto da relação entre genes e meio ambiente, os pesquisadores acreditam que mais um passo importante foi dado dentro da medicina cardíaca. Esse caminho agora aberto poderá permitir uma identificação mais precisa dos candidatos a morte súbita. A partir desse diagnóstico precoce será mais fácil salvar a vida do paciente.
Mais informações: www.nature.com/ng/index.html
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Os truques do HIV -
16/03/2006 |
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Por Francisco Bicudo
Revista Pesquisa FAPESP - A tela do computador exibe uma imagem com retângulos azuis e verdes de tamanhos diferentes: é a reconstituição de um vírus da Aids. Após apresentar a figura, o virologista Ricardo Sobhie Diaz, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), chama a atenção para as duas cores, usadas para identificar partes – ou melhor, informações genéticas – de dois subtipos do HIV.
Essa mistura é uma característica especial desse vírus colorido: trata-se de uma variedade com potencial epidêmico, que foi capaz de superar as barreiras de seleção e pode ser transmitido de uma pessoa para outra. Chamada de circulante recombinante (CRF, na sigla em inglês), essa nova variação do HIV foi identificada pela primeira vez no Brasil e já preocupa os especialistas.
“A epidemia de Aids está se tornando geneticamente muito complexa”, observa Diaz, um dos autores de um estudo publicado na revista Aids Research and Human Retroviruses com esses resultados. “Precisamos repensar algumas estratégias de combate à doença e ficar atentos à sensibilidade dos testes diagnósticos, à atividade de anti-retrovirais ante essas cepas geneticamente diferentes e à escolha de componentes que deverão ser usados em testes de vacinas.”
A identificação de formas recombinantes do vírus tende a dificultar o controle da epidemia de Aids. No Brasil, dados do Ministério da Saúde revelam que, de 1980 até junho de 2005, haviam sido notificados cerca de 372 mil casos de Aids – mais de 80% deles concentrados nas regiões Sul e Sudeste.
No mundo inteiro, de acordo com a Unaids, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2005 havia 40,3 milhões de adultos e crianças infectados com o HIV; desse total, 4,9 milhões, cerca de 10%, haviam sido contaminados no ano passado. A África negra abriga 25,8 milhões de vítimas da doença – quase 65% do total.
Variações do HIV já são conhecidas há pelo menos 15 anos. Atualmente, além de dois tipos (HIV 1 e 2), existem nove subtipos do vírus, identificados por A, B, C, E, F, G, H, J e K. Todos agem destruindo o sistema imunológico da pessoa infectada, e os sintomas e problemas que provocam, como as infecções oportunistas, também são os mesmos. A diferença fundamental é que as variações são formadas por seqüências de genes distintas.
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CARNAVAL! -
22/02/2006 |
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| Informamos aos nossos clientes que estaremos fechados de 25/02 a 1/03 em virtude do feriado. Voltaremos dia 2 de Março comemorando 24 anos do Laboratório Dirceu Dalpino. Agradecemos a compreensão e desejamos um bom carnaval a todos! |
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FÉRIAS COLETIVAS! -
18/11/2005 |
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FÉRIAS COLETIVAS! O Laboratório Dirceu Dalpino, prezando a importância de nossos clientes e fornecedores, vem por meio desta notícia atenciosamente informar que estaremos à disposição até 22/12 para a realização de exames e dia 23/12/2005 somente para entrega de resultados, pois a partir desta data estaremos paralisando nossas prestações de serviços devido às férias coletivas dadas aos nossos funcionários.
Aproveitamos também para ressaltar que a partir de 09 de Janeiro de 2006, estaremos retornando com total disposição para melhor atendê-los no ano em que se inicia.
Certos de vossa compreensão desejamos um Feliz Natal e que 2006 seja um ano de muita paz, saúde e sucesso para todos. Agradecemos a confiança!
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Sedentarismo em idosos -
20/10/2005 |
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Por Thiago Romero
Agência FAPESP - Uma pesquisa feita em Campinas, no interior de São Paulo, revelou um alto grau de sedentarismo na terceira idade. De 426 indivíduos entrevistados com mais de 60 anos de idade, 296 (70,9%) não praticavam nenhum exercício físico.
A constatação é da fisioterapeuta Maria Paula Zaitune, em estudo apresentado como dissertação de mestrado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a orientação da professora Marilisa Berti Barros, da Faculdade de Ciências Médicas.
A pesquisa identificou ainda que há uma maior prevalência de sedentarismo entre os idosos fumantes. “Os fumantes apresentaram sete vezes mais chances de serem sedentários do que os idosos que não fumavam”, disse Maria Paula à Agência FAPESP. Das pessoas que afirmaram não praticar exercícios, 93,8% também responderam sim à pergunta sobre consumo de tabaco que constava no questionário.
Os dados analisados mostram também uma forte associação entre sintomas depressivos ou ansiedade com a falta de atividade física. A prevalência de sedentarismo também foi maior entre os idosos (84,9%) que apresentaram algum grau de alteração emocional. “Sugere-se que esse estado de humor entre os idosos possa inviabilizar ainda mais a prática de atividade física no lazer”, diz a pesquisadora.
Os principais exercícios praticados pelo grupo que representa os demais 29,1% foram caminhada, ginástica e musculação e, em seguida, natação e hidroginástica.
O levantamento verificou ainda a prevalência de idosos com hipertensão arterial na cidade. “Quase 52% dos indivíduos analisados apresentaram pressão alta. É importante ressaltar também que muitos idosos não sabiam que a prática de exercícios físicos pode ajudar, e muito, na prevenção e no controle da hipertensão arterial”, afirma a pesquisadora.
Os dados da pesquisa, que envolveu a aplicação de questionários entre os 426 idosos participantes da análise, derivam de um estudo de base populacional para avaliar a qualidade dos serviços de saúde. Conhecido como Inquérito da Saúde do Estado de São Paulo (ISA-SP), o questionário também foi aplicado em outras regiões do Estado por diferentes instituições de ensino e pesquisa.
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Cigarro e diabetes -
30/09/2005 |
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Agência FAPESP - Costuma-se dizer que o hábito de fumar pode agravar problemas como o diabetes. Diversos estudos apontam nesse sentido, mas um novo relaciona o cigarro ao próprio risco de desenvolvimento da doença.
A estreita relação entre cigarro e diabetes foi examinada entre participantes de um levantamento nacional feito nos Estados Unidos, em que foi comparada a incidência da doença após cinco anos entre fumantes e não-fumantes.
Segundo uma das instituições de pesquisa envolvidas, a Universidade Wake Forest, 25% dos participantes fumantes e sem diabetes quando o estudo começou desenvolveram a doença nos cinco anos seguintes, em comparação com 14% do grupo de não-fumantes.
No estudo, que será publicado em outubro na revista Diabetes care, os autores ressaltam que, mesmo ao se ajustar a análise para levar em conta outros fatores de risco, os fumantes continuaram a apresentar maior incidência do diabetes. “Os resultados indicam uma nova complicação de saúde associada ao cigarro, o que reforça a importância das campanhas antitabagistas”, disse Capri Foy, um dos responsáveis pela pesquisa.
A pesquisadora norte-americana lembra que há tempos o cigarro tem sido associado a doenças coronárias e ao diabetes e destaca que os dois problemas têm muitos fatores de risco em comum. Um dos pontos investigados pelos autores do estudo é a resistência à insulina, em que quantidades crescentes do hormônio são necessárias para digerir a mesma quantidade de glicose.
Foy destaca ainda que os resultados da pesquisa se mostraram praticamente os mesmos entre homens e mulheres e para representantes de diferentes etnias.
O artigo Smoking and incidence of diabetes among u.s. adults: findings from the insulin resistance atherosclerosis study, de C.G. Foy, R.A. Bell, D.F. Farmer, D.C. Goff, Jr. e L.E. Wagenknecht, pode ser lido por assinantes da Diabetes care em: http://care.diabetesjournals.org.
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Em defesa do PSA -
14/09/2005 |
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Agência FAPESP - Apesar de diversos médicos e cientistas terem colocado recentemente em dúvida a eficácia do exame de PSA (antígeno prostático específico), um novo estudo afirma que ele continua sendo a melhor alternativa para o diagnóstico da recorrência do câncer após procedimentos cirúrgicos.
O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, com mais de 2 mil pacientes, e será publicado na edição de outubro do The Journal of Urology. O trabalho mostrou que homens com altos níveis de PSA antes da cirurgia de remoção da próstata tiveram maiores chances de apresentar metástase e estágios avançados do câncer.
“Além disso, os níveis de PSA medidos antes da remoção da próstata estiveram associados significativamente com o risco da recorrência do câncer após a cirurgia, mesmo nos indivíduos com menores níveis do antígeno antes do procedimento”, disse Stephen Freedland, líder do estudo, em comunicado da Johns Hopkins.
“Os resultados que obtivemos apóiam a noção de que o PSA continua sendo o melhor marcador tumoral do câncer de próstata. Ou seja, a era do PSA está viva e passa muito bem”, afirmou Freedland. O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde, pelo Departamento de Defesa e pela Associação Norte-Americana de Urologia.
A afirmação do pesquisador é uma resposta a pesquisas recentes que colocaram em dúvida o popular exame. No ano passado, Thomas Stamey, professor de urologia da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, chegou a afirmar que “a era do PSA acabou”. O curioso é que justamente Stamey havia sido um dos pioneiros do exame, que descreveu em 1987 em artigo no New England Journal of Medicine.
Segundo Stamey, a eficácia do PSA é questionável, pois, além da hiperplasia, há diversos outros fatores que podem elevar o nível do antígeno para além do considerado normal. Até mesmo uma ejaculação dois dias antes do exame de sangue pode levar a conclusões errôneas. O cientista destaca que o PSA não indica o câncer, mas sim o risco. Após resultados positivos com o exame, é comum que médicos recorram à biópsia, muitas vezes desnecessária, para verificar a ocorrência do câncer de próstata. Outro ponto importante é que, com o PSA, muitos homens podem estar deixando de fazer o exame de toque retal, o que é um erro grave.
Freedland reconhece que o exame está “longe de ser perfeito”, uma vez que fornece apenas uma medida do estado de saúde da próstata num determinado momento. “Mas é melhor do que qualquer outra solução disponível”, disse. “Como uma ferramenta para auxiliar no diagnóstico, o PSA tem cumprido o seu papel. Ele detecta cedo o avanço da doença e ajuda a reduzir as chances de que ela se espalhe para outros órgãos.”
No estudo, Freedland e colegas analisaram registros de 2.312 homens que realizaram a cirurgia de remoção da próstata nos hospitais da Universidade Johns Hopkins entre 1992 e 2004. Todas as prostatectomias foram feitas por Patrick Walsh, professor da instituição e ex-chefe do Departamento de Urologia.
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Estudos em vermelho -
18/08/2005 |
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Por Ricardo Zorzetto
Revista Pesquisa FAPESP - Vinte anos atrás alguns casos incomuns de anemia começaram a chamar a atenção no Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em vez de adultos jovens, como habitualmente, eram os idosos que apresentavam uma expressiva redução na taxa de hemoglobina, molécula encontrada no interior das células vermelhas responsável pelo transporte de oxigênio e pelo vermelho vivo do sangue. Mais intrigante: a anemia dos idosos não cedia ao tratamento convencional, à base de vitaminas e suplementos de ferro.
As médicas hematologistas Irene Lorand Metze e Sara Saad, que trataram esses casos, constataram: a causa dessa anemia não era a carência de nutrientes essenciais à produção das células vermelhas ou hemácias como o ferro e as vitaminas do complexo B.
A origem do problema era bem mais complexa: estava nas células-tronco da medula óssea, da qual se originam as três famílias de células sangüíneas – as vermelhas, as brancas e as plaquetas. Não se tratava, portanto, de anemias resistentes a tratamento, mas de uma das formas de um grupo de doenças raras chamadas síndromes mielodisplásicas ou mielodisplasias, cujo tratamento até hoje desafia a ciência médica, embora suas causas sejam mais bem conhecidas.
Com características semelhantes às da leucemia mielóide aguda – a forma mais freqüente de leucemia aguda em adultos –, as mielodisplasias alteram a composição sangüínea por dois mecanismos opostos. Ambos ocorrem na medula óssea, o tecido que preenche os grandes ossos do corpo, no qual as células do sangue se formam e se desenvolvem antes de serem lançadas às veias e artérias.
O primeiro mecanismo provoca a morte em massa das células precursoras do sangue. O segundo leva essas células a se multiplicar de modo descontrolado – e as células da geração seguinte chegam à corrente sangüínea imaturas e incapazes de funcionar como deveriam.
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Perdas e ganhos -
03/08/2005 |
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Por Thiago Romero
Agência FAPESP - Números preocupantes. De uma amostra de 53 pacientes submetidos à cirurgia de redução de estômago, 58% ganharam mais de 10 quilos em um período de cinco a nove anos após a operação. Além disso, 39% engordaram mais de 20 quilos e 13% mais de 30 quilos no mesmo período.
Os resultados são de um estudo multidisciplinar realizado por médicos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Somente 7,8% dos pacientes conseguiram manter o peso ideal.
“Ganhar 10 quilos é considerado normal porque o paciente precisa recuperar massa corpórea perdida durante o processo de emagrecimento. Mas ganhar 30 quilos é considerado um retorno à obesidade mórbida”, disse Marlene Monteiro da Silva, psicóloga da FMUSP e uma das autoras do estudo, à Agência FAPESP.
O estudo confirma que a cirurgia é apenas o início do tratamento contra a obesidade. Para atingir o sucesso desejado, os médicos recomendam que no pós-operatório os pacientes passem por um trabalho de reeducação alimentar. Deve ser feito ainda um acompanhamento nutricional, endocrinológico e psicológico.
A pesquisa apontou que a cirurgia de redução do estômago pode ocasionar, anos mais tarde, alguns distúrbios odontológicos também. “Houve uma prevalência significativa de quebra de dentes e de aumento de cáries. Mais de 80% dos pacientes apresentaram alguma alteração dentária”, explica a pesquisadora. Segundo ela, as relações entre os problemas bucais e a redução do estômago ainda precisam ser mais bem investigadas.
Marlene alerta ainda para uma conseqüência preocupante da cirurgia: a substituição do ato compulsivo. A pessoa come menos porque o estômago não admite maior volume de alimento. E, em alguns casos, os pacientes podem substituir a vontade de comer pela bebida. “Eles passam a aproveitar o benefício social do emagrecimento como incentivo à ingestão excessiva de bebidas alcóolicas”, acredita Marlene. Casos de alcoolismo foram observados em 18% dos 53 pacientes analisados.
A pesquisa não está concluída e os resultados apresentados são preliminares, reforçam os autores do estudo. Em uma nova fase, os pesquisadores agora trabalham com uma amostra maior de pacientes, considerando a integridade da cirurgia e os dados estatísticos sobre as questões orgânicas de cada indivíduo.
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A química da acupuntura -
12/07/2005 |
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Por Francisco Bicudo
Revista Pesquisa FAPESP - Reconhecida como especialidade médica no Brasil há dez anos, a acupuntura ainda carece de provas de que é eficaz do ponto de vista científico. Estudos com animais e seres humanos indicam que essa técnica chinesa milenar, baseada na aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo para restabelecer a saúde, funciona sim, mas apenas em determinados casos. O uso das agulhas já se mostrou eficiente no combate à dor e às intensas náuseas provocadas pelo uso de medicamentos contra o câncer.
Também se revelou como um potente aliado no tratamento da asma, do acidente vascular cerebral e do uso abusivo de drogas.
Agora três pesquisas conduzidas na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostram que a acupuntura pode combater gastrite e úlcera, além das interrupções na respiração que prejudicam a qualidade do sono. Mais importante: esses trabalhos ajudam a entender como ela funciona. Ao que tudo indica as agulhas, aplicadas em determinados pontos do corpo, promovem a liberação ou o melhor aproveitamento de uma substância química chamada serotonina.
Mais conhecida como um mensageiro químico (neurotransmissor) que leva informações de uma célula a outra no sistema nervoso central, a serotonina também age como potente analgésico nos nervos periféricos, que se prolongam pelos braços, pelas pernas e pelo tronco.
Segundo a tradição oriental, a energia vital Qi circula pelo organismo ao longo de meridianos que terminam em pontos específicos da pele. O bom funcionamento do corpo depende do equilíbrio entre as duas forças contrárias e complementares – yin e yang – que compõem Qi. Se esse equilíbrio se desfaz, o corpo adoece.
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Ribossomos diferentes -
05/07/2005 |
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Agência FAPESP - Nos seres vivos, os ribossomos desempenham um papel fundamental para a formação das essenciais proteínas. São eles os responsáveis por traduzir a informação genética disponível nas fitas do RNA mensageiro para a montagem das inúmeras moléculas protéicas.
Ao descobrirem duas estruturas inéditas em alguns ribossomos do parasita Trypanosoma cruzi, o causador do mal de Chagas, pesquisadores do Instituto Médico Howard Hughes, nos Estados Unidos, e da filial da mesma instituição em Buenos Aires acabam de dar um passo importante em direção ao desenvolvimento de uma nova droga para o combate da doença.
“Em reconstruções dessas estruturas celulares, seja de uma levedura, de um coelho ou do próprio ser humano, a arquitetura que se tinha era sempre a mesma. A impressão é que bastava ver um ribossomo para saber como eram os demais. Enxergar agora algo diferente é uma grande surpresa”, disse Joachim Frank, principal autor do estudo, que trabalha nos Estados Unidos. A pesquisa está publicada na edição on-line desta segunda-feira (4/7) da Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
A partir de técnicas recentes de microscopia eletrônica, os pesquisadores identificaram uma espécie de torre com um cone sobre ela em uma das subunidades do ribossomo. Ainda não se sabe o exato propósito da existência dessas estruturas, mas os cientistas estão com uma forte suspeita. Para eles, o processo que ocorre no local deve ser decisivo para que os produtos moleculares sejam danificados. “É bastante provável que seja um mecanismo único de leitura das informações genéticas”, acreditam os autores do estudo.
A doença de Chagas, segundo a Organização Mundial de Saúde, existe apenas nas Américas. O parasita é transmitido ao humano pelo barbeiro, inseto que se alimenta de sangue. Na América Latina estima-se a existência de 16 milhões a 18 milhões de pessoas infectadas. As complicações cardíacas da doença podem matar, em determinadas ocasiões, até 30% da população contaminada.
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Eficiência comprovada -
29/06/2005 |
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Agência FAPESP - Proteger os cães da leishmaniose visceral, a forma mais grave da doença – que atinge mais de 3 mil pessoas no Brasil (com quase 10% de mortalidade) e 500 mil em todo o mundo por ano –, pode ser uma forma de quebrar o ciclo da doença. Por conta disso, cientistas em todo o mundo buscam uma fórmula que seja 100% eficaz.
Resultados de um novo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD, na sigla em francês), em Montpellier, está próximo da linha de chegada. O tratamento, desenvolvido em conjunto com a iniciativa privada, é composto unicamente por proteínas sintetizadas pelo próprio parasita. No caso, a Leishmania infatum.
Dos 18 cachorros usados no experimento, 12 foram tratados com doses da vacina. Os restantes não receberam nenhum tipo de medicamento. Depois de três semanas, toda a amostra foi infectada. No fim de dois anos, a progressão da enfermidade foi analisada pelos pesquisadores franceses.
Entre os seis cachorros que receberam 100 microgramas da vacina, a proteção foi de 100%. O mesmo ocorreu com outros três animais imunizados com uma dose de 200 microgramas. O sucesso não foi total apenas entre os cães tratados com 50 microgramas.
Os pesquisadores descobriram que a vacina ativa determinadas células do sistema imunológico, os linfócitos T do tipo Th1. São essas estruturas que produzem o óxido nítrico, substância que mata os parasitas dentro dos macrófagos.
Impedir o surgimento da leishmaniose visceral em cachorros não é benéfico apenas para os próprios animais. Para chegar até os humanos, o protozoário flagelado utiliza o flebótomo, inseto semelhante a uma pequena mosca. Hematófogos, esses artrópodes também se alimentam do sangue dos cães.
Como em algumas regiões do Mediterrâneo determinadas populações de canídeos estão contaminadas em quase 40%, é bem provável que um inseto, ao picar o cachorro, tenha suas glândulas salivares contaminadas. Ao picar homem, depois disso, a transmissão do parasita será inevitável. Os cães alimentam em demasia o ciclo da doença em todas as regiões do mundo.
Apesar do número reduzido de animais utilizado no experimento, os pesquisadores do IRD estão confiantes após os primeiros resultados. Para eles, a vacina poderá em breve impedir, pelo menos pela via dos cães, que a leishmaniose visceral se espalhe ainda mais. Esse é o mesmo medicamento que faz parte da lista de prioridades do Ministério da Saúde do Brasil.
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Transmissão vertical controlada -
16/06/2005 |
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Agência FAPESP - Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) propôs caracterizar a evolução clínica e laboratorial de 64 recém-nascidos de mães portadoras do vírus HIV. Resultado: no grupo de pacientes que recebeu medicação específica durante a gestação, no parto e após o nascimento, não houve nenhum caso de transmissão vertical da doença.
“A negativação sorológica ocorreu em média aos 16 meses de vida dos bebês”, disse Edna Maria Diniz, orientadora da pesquisa, à Agência FAPESP. “Do total, apenas seis bebês foram infectados, pois as mães não fizeram o tratamento de forma continuada”, explica a também professora livre-docente do Departamento de Pediatria da FMUSP. A pesquisa, que tem ainda os autores Cristina Yoshimoto e Flávio Costa Vaz, foi realizada no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP.
A análise foi dividida em dois grupos. O grupo A formado por 23 pares de mães e filhos que não receberam a profilaxia com zidovudina (AZT) em nenhum momento, e o grupo B constituído de 20 pacientes que receberam AZT em alguma fase, seja no pré-natal, parto ou após o nascimento. Além disso, foi criado um subgrupo B1 com 21 crianças que receberam a medicação em todos os momentos.
A média de idade das mães foi de 27 anos. Das crianças infectadas, três pertenciam ao grupo A e as outras três crianças ao grupo B. Os testes apontaram que nenhum bebê foi infectado no subgrupo B1, em que todos os pacientes receberam AZT corretamente em todas as fases do tratamento. Os bebês restantes estão em acompanhamento, pois a doença ainda não foi eliminada e nem confirmada.
“O tratamento com AZT nos períodos recomendados pelo Ministério da Saúde constitui uma das melhores estratégias para prevenção da aids na infância”, conclui Edna. “O ideal é oferecer o medicamento a partir da 16ª semana de gestação, durante o parto e no recém-nascido por até seis semanas após seu nascimento”, disse. Segundo a pesquisadora, a transmissão vertical do vírus HIV é responsável por cerca de 80% dos casos de Aids no Brasil e no mundo.
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Brasil já registrou surtos de transmissão oral do mal de Chagas -
16/06/2005 |
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Por Simone Mateos
Embora mais rara, a transmissão oral do Tripanossoma cruzi costuma resultar em manifestações da doença de Chagas agudas e de alta virulência, garante Bruno Schlemper Júnior, especialista em medicina tropical da Universidade Federal de Santa Catarina.
A maior virulência seria resultado, sobretudo, da quantidade de parasita que invade o organismo, muito maior por via oral, do que a que penetra no corpo através de uma picada de barbeiro, tradicional vetor da doença.
Outra explicação seria as cepas do parasita: em geral na transmissão oral prevalecem tripanossomas das cepas do biodema tipo III, encontrados com mais freqüência em animais silvestres.
No atual surto já existem 31 casos confirmados de pessoas contaminadas em Santa Catarina, com cinco óbitos, além de outros 75 suspeitas de contaminação. Antes do atual surto de Santa Catarina o país já registrou diversos outros surtos de doença de Chagas aguda transmitida por via oral. O primeiro foi em 1968, na comunidade agrícola de Teotônia (RS). Foram 18 casos, com seis óbitos. As investigações indicaram que a infecção se deu pelas verduras consumidas no refeitório. Acredita-se que as hortas da comunidade tenham sido contaminadas por marsupiais.
Esses animais podem substituir o barbeiro como vetor da doença porque, ao contrário de outros mamíferos nos quais o parasita permanece no sangue, nos marsupiais o tripanossoma prolifera também em suas glândulas perianais que liberam a secreção do cheiro no ambiente.
Em meados da década de 80, registrou-se o segundo surto, em Catolé do Rocha (PB). Vinte e seis pessoas se contaminaram numa comemoração de boda de ouro e o casal protagonista do evento morreu. Os epidemiologistas acreditam que o caldo de cana ou outros alimentos provavelmente estivessem contaminados por gambás. A partir da década de 90, registraram-se vários pequenos surtos na Amazônia, também atribuídos à transmissão oral. Famílias inteiras desenvolveram a doença de Chagas, sem que existissem barbeiros em suas casas.
Aqui a explicação seria o equipamento usado para fazer suco de açaí. A máquina fica normalmente fora da casa, os barbeiros seriam atraídos pela luz e acabariam triturados junto com a fruta.
A dúvida sobre se o parasita seria capaz de sobreviver ao suco gástrico foi dirimida pela médica Sonia Andrade, da unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia. Há alguns anos ela contaminou gravemente camundongos injetando o parasita em seus estômagos.
Quem tomou caldo de cana em SC em fevereiro...
As pessoas que tomaram caldo de cana nas margens da BR 101, nas imediações do município de Navegantes, em Santa Catarina, em meados de fevereiro devem submeter-se a testes sorológico para doença de Chagas. “Se a pessoa ingeriu uma quantidade menor do parasita pode permanecer assintomática, mas desenvolver a doença de forma crônica”, explica a epidemiologista Eliane Gontijo, pesquisadora da doença de Chagas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela frisa que, nesta primeira fase, a doença de Chagas tem entre 85% e 90% de chances de ser curada, porcentual que cai para 20% quando a doença passa para a fase aguda.
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Nem sempre teste de PSA é o suficiente -
16/06/2005 |
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Só a dosagem de PSA, o antígeno específico da próstata, pode não ser suficiente para detectar o câncer de próstata. Homens com casos na família e considerados de alto risco deveriam submeter-se à outra forma de diagnóstico, o toque retal. É a recomendação que emerge de um estudo do Fox Chase Cancer Center, Estados Unidos, com 520 homens com alto risco de desenvolverem câncer de próstata: a doença foi diagnosticada em 25% deles, mesmo com baixos níveis de PSA.
Nesse estudo, homens que apresentaram alguma anormalidade no exame retal e um nível de PSA entre 2 e 4 nanogramas por mililitro passaram por uma biópsia. Enquanto o exame retal poderia alertar sobre a possibilidade de um câncer na próstata, o baixo nível de PSA afastaria as suspeitas. As diretrizes adotadas no ano passado por instituições médicas dos Estados Unidos sugerem a realização de biópsia quando o nível de PSA ultrapassa 2,5 nanogramas por mililitro.
Revista Pesquisa Fapesp, Edição 11, 06/05
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Farinha de manga para controle do diabetes -
21/10/2004 |
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Agência FAPESP - Camundongos alimentados com uma dieta composta por 5% de farinha de manga, durante três meses, tiveram uma queda de 66% em seus índices de glicemia. O estudo foi realizado pela professora Jocelem Salgado, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo, e publicado na edição atual da revista Plant Foods for Human Nutrition.
“Os resultados foram positivos. A manga parece ter um bom potencial para o combate do diabetes”, disse Jocelem à Agência FAPESP. Segundo a nutricionista, os pesquisadores já sabiam que a fruta é rica em fibras, particularmente pectina, uma fibra solúvel capaz de atrasar o esvaziamento gástrico, tornando mais lenta a taxa de absorção da glicose.
“O que estamos avaliando agora é a presença de outros componentes com ação benéfica, como compostos fenólicos e bioflavonóides”, disse. Segundo Jocelem, a manga utilizada no experimento era da variedade tommy atkins. As frutas foram cortadas em pedaços de cerca de 3 cm e colocadas para secar em estufa, com temperatura de 55ºC a 60ºC, durante três dias.
No mesmo estudo realizado com os camundongos em laboratório, foi observado que o nível de glicogênio hepático dos animais estava 64% maior do que os verificados no grupo controle, formado por animais que não se alimentaram com a dieta que continha farinha de manga.
Em períodos menores, o mesmo efeito foi identificado. Os pesquisadores deram a dieta com a farinha de manga, em proporções diferentes (5%, 10% e 15%) por 30 dias para os animais diabéticos. A queda de glicose no sangue também foi significativa.
“Precisamos agora avaliar se os mesmos efeitos encontrados em animais experimentais se repetem em humanos. Estamos desenvolvendo um protocolo clínico com a equipe do endocrinologista Antonio Gagliardi, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo”, explica Jocelem. A expectativa é que o trabalho com seres humanos esteja concluído no ano que vem.
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Velocidade do PSA e mortalidade -
02/08/2004 |
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Estudo prospectivo publicado na The New England Journal of Medicine (2004; 315: 125), encontrou que o risco de morte por câncer de próstata após prostatectomia radical foi relacionado com a taxa de aumento do nível de PSA no ano anterior à cirurgia. Velocidade do PSA de no mínimo 2,0 ng/ml durante um ano, aumenta o risco de mortalidade apesar da prostatectomia radical.
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Prevalência do Câncer de Próstata em homens com PSA < 4,0 ng/nl -
02/08/2004 |
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Trabalhos iniciais, no início da década de noventa, sobre o uso do antígeno prostático específico (PSA) mostravam que valores maiores que 4 ng/ml tinham valor preditivo para o diagnóstico do câncer prostático (CP). Dados posteriores, demonstraram que a adoção de níveis de PSA acima de 2,5 ng/ml como triagem positiva ofereciam um aumento deste valor preditivo.
Artigo publicado por Thompson e colaboradores (N Engl J Med. 2004; 350: 2239-46), demonstrou, realizando biópsia prostática em 2950 homens com PSA menor que 4 ng/ml, uma incidência de câncer de próstata de 14,9% nestes pacientes. Detalha, ainda, uma incidência de CP de 6,6% naqueles com PSA até 0,5 ng/ml, 10,1% naqueles com PSA entre 0,6 e 1,0 ng/ml, 17% naqueles com PSA entre 1,1 e 2,0 ¨ng/ml, 23,9% naqueles com PSA entre 2,1 e 3,0 ng/ml e 26,9% naqueles com PSA entre 3,1 e 4,0 ng/ml.
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Glicemia de jejum tem novo valor de normalidade -
22/06/2004 |
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A Sociedade Americana de Diabetes sugere que o valor máximo de normalidade para a glicemia de jejum seja reduzido de 110 mg/dL para 99 mg/dL, o que amplia a categoria de pré-diabetes ou glicemia de jejum inapropriada para resultados entre 100 mg/dL e 125 mg/dL.
Em tais casos, deve-se realizar o teste oral de tolerância à glicose com medidas no jejum e duas horas após a sobrecarga, mas com o emprego dos parâmetros anteriores de classificação e interpretação.
A alteração aumenta o valor preditivo para o advento futuro de diabetes tipo 2, identificando com mais eficácia os indivíduos de risco.
De qualquer modo, o consenso mantém os valores já usados para o diagnóstico de diabetes:
• Duas glicemias de jejum > 126 mg/dL ou
• Uma glicemia duas horas após sobrecarga oral (GTT) > 200 mg/dL ou
• Glicemia > 200 mg/dL em amostra colhida a qualquer hora do dia em paciente com sintomas característicos. |
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