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“Dia Mundial da Luta contra as Hepatites Virais”

19/05/2010

 Hoje é o "Dia Mundial da Luta contra as Hepatites Virais", doença grave e silenciosa que afeta o fígado. Há diversos tipos da doença, mas as mais comuns e importantes são a Hepatite A, B e C.

A Hepatite A é transmitida de forma fecal-oral, ou seja, por meio do contato com alimentos ou água contaminada com o vírus e é o tipo menos agressivo, pois normalmente apresenta uma evolução total, sem apresentar lesões posteriores ao fígado.

Já a forma de transmissão da Hepatite B é feita através do compartilhamento de agulhas e seringas, sexo sem proteção (camisinha masculina ou feminina), contato com o sangue de pessoas infectadas com o vírus ou com materiais sem os devidos cuidados de manipulação e esterilização na realização de tatuagens e colocação de piercings. Apesar de ser um pouco mais grave, a vacina está disponível em todas as Unidades de Saúde e deve ser aplicada em três doses.

O tipo C é o que necessita maior cuidado, pois é o mais grave e ainda não há vacina. Portanto, a melhor forma de se evitar o contágio é através da prevenção, tomando a vacina contra a Hepatite B e mantendo os hábitos de higiene citados acima.

Diagnóstico

As formas de diagnóstico, pela ausência de sintomas, são exames de sangue (sorologia, enzimas do fígado e pesquisa do vírus no sangue).

Para o diagnóstico da hepatite B são realizadas provas sorológicas que envolvem a detecção do antígeno e anticorpos no sangue. Antígenos são partículas do vírus encontradas no organismo e anticorpos são proteínas de defesa criadas pelo seu próprio organismo. Estes testes realizados de rotina são de difícil interpretação, portanto qualquer resultado positivo deverá ser avaliado por um médico especialista, para esclarecer o resultado, pois nem sempre um resultado positivo indica que a pessoa está infectada pelo vírus da hepatite B.

Se confirmado o diagnóstico serão realizados exames que permitem classificar o grau de evolução da doença, analisando enzimas do fígado (ALT e AST), provas de coagulação e proteínas no sangue. Também poderá ser realizada ainda a carga viral do vírus da hepatite B, que permite quantificar o número de vírus na corrente sanguínea, porém este exame está indicado somente para pacientes com doença crônica.

Aproximadamente 80% das pessoas com hepatite C crônica não apresentam sinais e sintomas de doença. Infelizmente você pode ter hepatite C crônica e não manifestar nenhum sintoma, até que a doença esteja avançada e o seu fígado não consiga funcionar corretamente. Outros fatores como consumo de álcool regular e infecção por HIV, quando associados à hepatite C crônica, podem causar uma progressão mais rápida da doença para cirrose.Cerca de 30% dos pacientes que entram em contato com o HCV apresentam eliminação espontânea do vírus, portanto não desenvolvem doença crônica.

Se você suspeitar que possa ter hepatite C crônica, deve realizar uma consulta médica para que sejam realizados os exames correspondentes. Uma pessoa que foi contaminada com o HCV, após 2 semanas do contágio já tem vírus circulante no sangue, podendo ser detectado mediante testes de ultima geração. O diagnóstico deve ser precoce, para melhor controle da progressão, mas o mais importante é poder instituir terapia adequada, na hora certa, com melhores resultados.

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